Ler é uma fonte de felicidade!

02
Mai 12

Este livro já não é uma novidade, antes pelo contrário. A edição é de 1994. Desde que li "A soma dos dias" que desejava ler este. Aliás li-os pela ordem inversa. "A soma dos dias" começa precisamente, onde este termina. "Paula" foi escrito durante 1 ano pela autora durante o tempo em que a filha permaneceu em coma em sequência de uma doença grave que a afectava. Durante as longas horas em que Isabel Allende esperava que a filha acordasse foi escrevendo a sua história de vida e a dos seus familiares mais próximos. Este livro é, ao mesmo tempo, o relato da dor de uma mãe pelo sofrimento da filha e um relato bibliográfico da vida intensa de Isabel Allende que se cruza com a história do seu país, o Chile. Não é um livro fácil porque sofremos com a autora, emocionamo-nos com o amor e dedicação do jovem marido de Paula e participamos da revolta inicial e depois da progressiva aceitação da situação em que Paula se encontra. Apesar de tudo vale a pena ler mas só se tivermos um coração forte. Acredito que haja quem não seja capaz de lê-lo até ao fim.

 

 

"Tento não cair em sentimentalismos, que tanto horror te provocam, filha, mas terás de desculpar-me se de repente me vou abaixo. Estarei a ficar louca? Não dou pelos dias, não me interessam as notícias do mundo, as horas arrastam-se penosamente numa espera eterna. O momento de te ver é muito breve, mas o tempo gasta-me aguardando-o"

 

" Eu pensei então que há séculos imemoriais que as mulheres perderam filhos, que é a dor mais antiga e inevitável da humanidade. Não sou a única, quase todas as mães passam por essa provação, quebram-se-lhes os corações, mas continuam a viver porque têm de proteger e amar aqueles que ficam."

publicado por stiletto às 15:11

12
Abr 12

O primeiro livro ( Livro de seu nome) li a medo. O autor até já tinha muitas obras publicadas mas eu ainda não conhecia nada dele. Fiquei mais curiosa quando li o resumo biográfico já que percebi que tinhamos a mesma idade e que ele tinha nascido no Alentejo, bem perto da zona onde também estão as minhas raízes. Comecei com um dos seus livros mais recentes mas fiquei fã, mais ainda quando, na Feira do Livro do ano passado, tive oportunidade de trocar meia dúzia de palavras com ele e de lhe pedir autográfos nos livros que acabara de comprar. Um escritor que gosta de falar com os seus leitores, de modo simples e humilde e que por isso tinha uma fila enorme de pessoas à espera que não desistiam. Do último livro, fui em busca dos outros e lá fui encontrando as mesmas memórias do Alentejo, as recordações da infância nos idos anos 80 e o talento da sua arte de brincar com as palavras e com a Língua Portuguesa.

Aqui há dias, José Luis Peixoto deu esta entrevista a António José Teixeira na SicNotícias e fiquei a conhecer mais um pouco do seu percurso, da sua história de vida, da sua pessoa... Vale a pena espreitar

publicado por stiletto às 13:51

21
Mar 12

Eu queria mais altas as estrelas

Mais largo o espaço, o sol mais criador

Mais refulgente a lua, o mar maior,

Mais cavadas as ondas mais belas;

 

Mais amplas mais rasgadas as janelas

Das almas, mais rosais a abrir em flor,

Mais montanhas mais asas de condor,

Mais sangue sobre a cruz das caravelas

 

E abrir os braços e viver a vida

quanto mais funda e lúgubre a descida

mais alta é a ladeira que não cansa!

 

E, acabada a tarefa... em paz, contente,

Um dia adormecer, serenamente,

Como dorme no berço uma criança!

                                                          

                                                                      Florbela Espanca

 

 

 

Porque hoje é Dia Mundial da Poesia, deixo-vos um soneto da minha poetisa preferida.

Para mim a poesia é a arte de tornar simples palavras em música literária.

publicado por stiletto às 09:31

03
Mar 12
Há alturas em que apetece ler um livro, seguir uma história de amor ou de suspense e há outras alturas em que apetece ler uns textos mais pequenos e concisos. Nestas alturas há algumas revistas que são indispensáveis. Não me refiro às chamadas "revistas femininas" que também leio, embora já não compre nenhuma revista desse tipo há meses. Uma das minhas revistas preferidas é a "Volta ao Mundo" já que reunir duas paixões, a leitura e as viagens. Na "Volta ao Mundo" recordo locais por onde já passei ou posso descobrir novos destinos giros para futuras viagens.

Este mês, esta revista tem um novo aliciante. Trata-se de uma edição especial já que todos os textos foram escritos por um dos melhores escritores portugueses da actualidade (do qual sou fã incondicional). José Luis Peixoto fala-nos de Miami, Pequim e Moscovo e das experiências que por lá viveu. Escreve como só ele sabe, com o seu jeito especial de contar histórias, acontecimentos, em prosa e em verso. Uma edição a não perder e a guardar  religiosamente.

E, já agora, era bem giro repetir esta experiência com outros autores.

 

 

A estátua pensa em tudo o que acontece à sua volta.

Tantos gestos, tantos passos, tanto movimento

difícil de justificar. As pessoas passam, passam as

pessoas, pessoas, pessoas, passam, passam. Ninguém

sabe o que pensam as pessoas que passam. Talvez

pensem que passam, apenas. Talvez não pensem,

apenas passem. As pessoas a passar, a pensar

ou não. Gestos, passos, movimento e a estátua

no centro exato do seu próprio pensamento.

 

José Luis Peixoto in Volta ao Mundo

sobre Moscovo

publicado por stiletto às 22:58

23
Fev 12

 

Já se sabe que quando um livro é adaptado para cinema há sempre alguma coisa que se perde. Obviamente que adaptação não quer dizer que o filme tenha de ser exactamente igual ao livro. A história escrita é sempre mais rica de pormenores do que um filme até porque o que resulta escrito pode não resultar em cinema. A mim acontece-me, como à maioria das pessoas que gostam de livros provavelmente, nunca gostar dos filmes que resultam de livros que eu já li. Uma coisa é aquilo que eu vejo, no livro, o que eu imagino e outra coisa é aquilo que o realizador e o argumentista viram naquela mesma obra. Então agora tenho feito o caminho ao contrário, se vir um filme que me marca de alguma maneira, vou à procura do livro que lhe deu origem. Sempre é uma maneira de conhecer melhor as personagens e a história. E foi isso que eu fiz depois de ter visto este "Os homens que odeiam as mulheres". Ainda não conhecia os livros e o filme foi uma oportunidade de tomar contacto com este autor sueco que morreu antes de publicar os seus livros (uma trilogia da qual, este é o primeiro livro) e já não viu o sucesso e a loucura que as suas histórias desencadearam por todo o mundo. 

A história anda à volta da figura de um jornalista, Mikael Blomkvist, cuja vida profissional dá uma reviravolta depois da publicação de um artigo sobre um financeiro, da qual resulta um processo por difamação. Blomkvist é condenado a uma pena de prisão e ao pagamento de indemização. Ele decide afastar-se da revista onde trabalha e acaba por ir trabalhar para um velho industrial, Henrik Vanger. Este homem tinha estado muitos anos à frente de uma empresa familiar mas a sua vida foi ensombrada pelo estranho desaparecimento da sua sobrinha mais querida. Blomkvist vai trabalhar com Vanger, alegadamente, para escrever a biografia da família Vanger mas o verdadeiro motivo da sua presença junto de Vanger é descobrir o que aconteceu à sobrinha há quase 40 anos. Para deslindar esse mistério, ele acaba por contar com a ajuda de uma investigadora sui generis, Lisbeth Salander. cujos métodos de trabalho não os mais ortodoxos. Ao longo da história são abordados tem como os crimes económicos e a violência contra as mulheres. Uma história densa, sombria e até sangrenta que nos surpreende a cada virar de página. 

Neste pequeno excerto, pode-se ler a resposta de uma das personagens a uma pergunta feita por Mikael Blomkvist:

 

"- Foi uma escolha que fiz. Podia discutir os aspectos morais e intelectuais daquilo que faço, podíamos falar a noite inteira, mas isso não mudaria nada. Tente ver as coisas da seguinte maneira: um ser humano é uma casca feita de pele que mantém as células, o sangue e os componentes químicos nos respectivos lugares. Muito poucos acabam nos livros de História. A maior parte das pessoas sucumbe e desaparece sem deixar rasto."

publicado por stiletto às 09:28

13
Jan 12

 

 

Por sugestão de Carlos Manuel Lopes da Silva no blogue Clube de Leitura, resolvi ir à procura do livro que se segue ao "Em busca do carneiro Selvagem". E é este "Dança, Dança, Dança". Ainda gostei mais deste livro do que do primeiro. Talvez tenha sido por já estar mais familiarizada com o universo de Marukami. Ou pela história ainda mais cativante e fantástica tocando o suspense.. Ou pela riqueza das personagens ou pelas referências musicais ainda mais constantes. A personagem principal, e narrador, é um homem solitário na casa dos 30. A história inicia-se com a necessidade deste homem ir à procura da sua namorada da qual se desencontrou no livro anterior. Esta procura condu-lo, novamente, ao misterioso Hotel Golfinho.

Esta busca real transforma-se numa busca espiritual de si mesmo, do sentido da sua vida e de como há-de construir a sua vida. Uma história detectivesca mas também uma história de amizade e amor. Mais um romance brilhantemente escrito por Haruki Murakami

 

 

"Passo a vida a sonhar com o Hotel Golfinho.

Nos meus sonhos, sinto  que faço parte do hotel. Que é como quem diz, esses sonhos revelam claramente que tenho com ele uma relação sem a qual não poderia existir, como se o hotel fosse uma espécie de prolongamento do meu ser. A imagem apresenta-se-me distorcida, mostrando um edifício alongado no sentido do comprimento. Mais parece uma imensa ponte coberta, que se estende de um passado distante até aos confins do mundo. E eu faço parte desse cenário. Há ainda alguém que chora, e essas lágrimas são por minha causa.

O hotel envolve o meu corpo. Consigo sentir nitidamente os batimentos do seu coração e o seu calor. Em sonhos, faço parte dele.

É assim, no meu sonho."

publicado por stiletto às 08:51

05
Dez 11

 

Tal como há uma escrita sul-americana influenciada peça cultura daquela região, há também uma maneira de contar histórias típica dos países asiáticos. Haruki Murakami é um escritor japonês muito aplaudido pela crítica que eu só descobri agora.

"Em busca do carneiro selvagem" foi o primeiro livro que requisitei nestemeu regresso ao universo das bibliotecas, fruto da necessária contenção de gastos bem como da manifesta falta de espaço para continuar a dar largas à minha paixão pela leitura.

a história desta procura de um carneiro muito especial é ao mesmo tempo real e fantástica. É difícil distinguir a acção propriamente dita da fantasia. Obviamente, Murakami é influenciado pela cultura japonesa mas também é tocado pela cultura norte-americana, literária ou musical, à qual faz muitas referências. Estamos perante um romance detectivesco onde a busca incessante pelo tal carneiro se confunde com a busca de um amigo do passado e a busca do sentido para a vida do narrador/personagem principal. Uma história onde há espaço para a atracção por umas orelhas perfeitas, um especialista em carneiros encerrado no quarto de um hotel e um verdadeiro homem-carneiro.

Um livro difícil de largar até chegar à última página, ao desfecho final...

 

"a verdadeira razão pela qual eu não guardava as fotografias no fundo de uma gaveta prendiam-se com o visível fascínio que aquelas orelhas passaram a evercer sobre mim. Eram cem por cento perfeitas. Umas orelhas de sonho. (...)

Uma das suas curvas, de uma ousadia inimaginável, rasgava a fotografia de alto a baixo, outras enrolavam-se em delicadas filigranas de luz formando sombras subtis, outras ainda havia que descreviam, como se uma antiga pintura mural se tratasse, inúmeras lendas de tempos antigos."

 

 

"O homem-carneiro vestia uma pele de carneiro que o cobria da cabeça aos pés. A vestimenta ajustava-se na perfeição ao seu físico atarracado, apesar de se ver a pele na zona dos braços e das pernas tinha sido cosida poeteriormente, em jeito de remendo. O capuz que lhe envolvia a cabeça também era feito de retalhos de pele, mas os chifres enrolados em espiral que lhe saíam do alto do crânio, esses eram verdadeiros. Duas orelhas achatadas, sem dúvida  armadas com a ajuda  de arame, projectavam-se horizontalmente dos lados do capuz."

publicado por stiletto às 23:26

29
Nov 11

 

Venho, mais uma vez, falar de um livro de um dos melhores escritores portugueses da actualidade, José Luís Peixoto. Este "Cemitério de pianos" foi distinguido com o Prémio Cálamo Otta Mirada, como o melhor romance estrangeiro publicado em Espanha em 2007. Nas próprias palavras do autor (no autógrafo que me deu na Feira do Livro) esta é uma história "onde existe uma família infinita". Realmente este é uma história sobre as relações entre os membros de família, entre marido e mulher, pais e filhos ou entre irmãos. Uma história feita de amor mas também de violência e de momentos de solidão e de saudade. Um espaço que serve de fio condutor é o cemitério dos pianos que, mais tarde ou mais cedo, toca a vida de todas as personagens:

 

"Devagar, a claridade encheu todo o cemitério de pianos. A luz deslizou pelas superfícies de pó (...) havia pianos de todos os géneros que se ervuiam, sólidos e empilhados, quase a tocarem o tecto. Encostados às paredes, havia pianos verticais uns sobre os outros na ordem com que o meu pai, ou o seu pai antes dele, os tinha equilibrado. Ao centro, havia muros de pianos sobrepostos (...) E sobre um piano de cauda estava outro piano de cauda mais pequeno e sem pés (...) O ar fresco do cemitério de pianos entrava nos pulmões e trazia o toque húmido do pó pastoso que era a única cor: o cheiro de um tempo que todos quiseram esquecer, mas que existia ainda."

 

A escrita de José Luís Peixoto não é, de modo nenhum, linear. Para o acompanhar temos que ter um ritmo de leitura alucinante porque tão depressa estamos no presente como logo encontramos o passado com os olhos postos no futuro. O texto é tão rico que é difícil destacar uma única passagem. Um dos "momentos" tocantes é este poema que surge a dada altura:

 

"na hora de pôr a mesa éramos cinco

 o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs

 

 e eu, depois, a minha irmã mais velha

 casou-se, depois, a minha irmã mais nova

 

 casou-se, depois o meu pai morreu, hoje

 na hora de pôr a mesa, somos cinco,

 

 menos a minha irmã mais velha que está

 na casa dela, menos a minha irmã mais

 

 nova que está na casa dela, menos o meu

 pai, menos a minha mãe viúva, cada um

 

 deles é um lugar vazio nessa mesa onde

 como sozinho, mas irão estar sempre aqui

 

 na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco,

 enquanto um de nós estiver vivo, seremos

 sempre cinco."

 

 

Ou então a reflexão de uma das personagens, Francisco Lázaro, enquanto corre na maratona dos Jogos Olimpícos de Estocolmo:

 

"Correr é estar absolutamente sozinho. Sei desde o ínicio:na solidão, é-me impossível fugir de mim próprio (...) enquanto corro, fico parado dentro de mim e espero. Fico finalmente à minha própria mercê"

 

Um autor a não perder de vista.

publicado por stiletto às 22:41

08
Nov 11

 

Para começo de conversa, tenho a dizer que embirro com o José Rodrigues dos Santos. Não compreendo como é que ele tem tempo de escrever um romance de 600 e tal páginas todos os anos e ainda conseguir trabalhar na RTP. Para além disso, pareceu-me que os livros "A Formula de Deus" e o "Sétimo Selo" foram publicados para aproveitar a moda das histórias de conspiração de Dan Brown e similares. Também não percebo a necessidade de pegar em temas religiosos e polémicos. No entanto, li uma reportagem na revista "A Volta ao Mundo" sobre este livro e a viagem que José Rodrigues dos Santos fez a Moçambique e fiquei muito curiosa. O livro já estava cá em casa desde o natal passado mas só li agora. Fiquei agradavelmente surpreendida. José Rodrigues dos Santos coloca neste romance, a sua alma, as suas recordações da infância em Moçambique, as lembranças do pai que  foi médico em Moçambique onde fundou o Serviço Médico Aéreo levando os cuidados de saúde às aldeias mais recôndidas de Moçambique.

 

A figura central é o médico José Branco, baseado, como já disse, no pai do próprio autor. Ao longo do romance vamos acompanhando todo o percurso de vida, a infância e adolescência em Penafiel, a vida académica em Coimbra até culminar com o exercício da medicina em Moçambique. Também presente está a Guerra Colonial e a Ditadura, a Pide, o racismo e a falta de liberdade de expressão. A parte que tem mais, intimamente, a ver com a Guerra é um pouco chocante mas faz sentido porque  conduz a um dos mais terríveis segredos da Guerra Colonial. Li, do princípio ao fim, com o mesmo interesse e fiquei cheia de pena quando acabou. Um importante documento ficcional que traz, aos dias de hoje, um pouco da nossa História recente.

 

«A viagem do aeroporto, situado em Chingodzi, até Tete foi relativamente curta, mas demorada. A estrada era de terra  batida avermelhada. Parecia pó de tijolo, varrida por sucessivas nuvens de poeira que as viaturas erguiam a caminho da cidade, como se os pneus fossem tubos de escape. A paisagem apresentava-se plana e seca, dominada por árvores gigantes com enormes raízes e troncos largos e rudes, que davam a impressão de músculos em esforço. As copas estavam despidas, com os ramos nus espetados em todas as direcções; parecia um emaranhado de arames. Os dois Brancos nunca tinham visto coisa igual.

 "Que árvores são estas?", quis saber Mimicas.

O inspector ixou a atenção numa árvore monumental mesmo ao lado da estrada.

"Embondeiros"»

publicado por stiletto às 23:06

27
Set 11

 

Este é já o terceiro livro que leio de Lesley Pearse. Esta autora escreve sempre sobre mulheres e mulheres muito fortes. Desta vez a heroina é Matilda Jennings e a acção conduz-nos desde os bairros mais miseráveis de Londres, em 1842, até aos Estados Unidos da América do início do século XX durante 783 páginas. Ao longo destas páginas acompanhamos a construção de um país já que atravessamos os pontos cruciais da História dos Estados Unidos da América, desde os primórdios de Nova Iorque passando  pela conquista do Oeste Selvagem pelos colonos em busca de terra, a corrida do ouro ou a Guerra entre o Norte e o Sul. No início da história, Matilde é uma simples vendedora de flores que, por um acto desinteressado, salva a vida de uma criança e esse momento muda a sua vida para sempre. Um romance, ao mesmo tempo histórico e épico, de amor, morte, lágrimas e alegria (como diz na contracapa). Um exemplo de que por maior que seja a dor, por maior que seja a queda, haverá sempre motivo para nos levantarmos. O volume do livro assusta, a princípio, mas prende-nos até ao último momento. 

Uma das frases mais marcantes desta história foi colocada, pela autora, na boca de Matilda: " Mas, acima de tudo, quero ter feito uma diferença na vida de outras pessoas", um excelente lema de vida.

 

 

Sinopse:

 

"Aquele podia ter sido um dia como tantos outros na vida de Matilda, uma pobre vendedora de flores. Mas aquele é o dia em que Matilda salva a vida de uma criança e recebe a mais preciosa das dávidas: a oportunidade de fugir da mde iséria e construir uma nova vida. Em brevetrocará os bairros degradados de Londres pelos recantos misteriosos de Nova Iorque, as planícies do Oeste Selvagem e a febre do ouro em São Francisco. Munida apenas da sua coragem, beleza e inteligência, a jovem está apostada em ditar o seu destino, nem que para tal tenha de lutar contra tudo e todos. A sua rebeldia condena-a à solidão. Mas um dia também viverá as emoções de um verdadeiro amor.Um amor que terá de suportar a separação, a guerra e os tormentos do nascimento de uma nova nação. Será no Novo Mundoque Matilda vai aprender o que a sua infância não lhe ensinou: que todos nascem iguais, que a coragem e a generosidade são o que de mais nobre pulsa no coração humano, e que, por mais doloroso que seja, a vida tem de continuar e nunca se deve olhar para trás." 

publicado por stiletto às 22:42

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