Ler é uma fonte de felicidade!

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Fev 12

 

Já se sabe que quando um livro é adaptado para cinema há sempre alguma coisa que se perde. Obviamente que adaptação não quer dizer que o filme tenha de ser exactamente igual ao livro. A história escrita é sempre mais rica de pormenores do que um filme até porque o que resulta escrito pode não resultar em cinema. A mim acontece-me, como à maioria das pessoas que gostam de livros provavelmente, nunca gostar dos filmes que resultam de livros que eu já li. Uma coisa é aquilo que eu vejo, no livro, o que eu imagino e outra coisa é aquilo que o realizador e o argumentista viram naquela mesma obra. Então agora tenho feito o caminho ao contrário, se vir um filme que me marca de alguma maneira, vou à procura do livro que lhe deu origem. Sempre é uma maneira de conhecer melhor as personagens e a história. E foi isso que eu fiz depois de ter visto este "Os homens que odeiam as mulheres". Ainda não conhecia os livros e o filme foi uma oportunidade de tomar contacto com este autor sueco que morreu antes de publicar os seus livros (uma trilogia da qual, este é o primeiro livro) e já não viu o sucesso e a loucura que as suas histórias desencadearam por todo o mundo. 

A história anda à volta da figura de um jornalista, Mikael Blomkvist, cuja vida profissional dá uma reviravolta depois da publicação de um artigo sobre um financeiro, da qual resulta um processo por difamação. Blomkvist é condenado a uma pena de prisão e ao pagamento de indemização. Ele decide afastar-se da revista onde trabalha e acaba por ir trabalhar para um velho industrial, Henrik Vanger. Este homem tinha estado muitos anos à frente de uma empresa familiar mas a sua vida foi ensombrada pelo estranho desaparecimento da sua sobrinha mais querida. Blomkvist vai trabalhar com Vanger, alegadamente, para escrever a biografia da família Vanger mas o verdadeiro motivo da sua presença junto de Vanger é descobrir o que aconteceu à sobrinha há quase 40 anos. Para deslindar esse mistério, ele acaba por contar com a ajuda de uma investigadora sui generis, Lisbeth Salander. cujos métodos de trabalho não os mais ortodoxos. Ao longo da história são abordados tem como os crimes económicos e a violência contra as mulheres. Uma história densa, sombria e até sangrenta que nos surpreende a cada virar de página. 

Neste pequeno excerto, pode-se ler a resposta de uma das personagens a uma pergunta feita por Mikael Blomkvist:

 

"- Foi uma escolha que fiz. Podia discutir os aspectos morais e intelectuais daquilo que faço, podíamos falar a noite inteira, mas isso não mudaria nada. Tente ver as coisas da seguinte maneira: um ser humano é uma casca feita de pele que mantém as células, o sangue e os componentes químicos nos respectivos lugares. Muito poucos acabam nos livros de História. A maior parte das pessoas sucumbe e desaparece sem deixar rasto."

publicado por stiletto às 09:28

comentários:
Eu fiz o contrário. Já tinha ouvido falar nesta trilogia mas nunca me tinha sentido tentada a comprar os livros. Após ter estreado o filme no cinema pensei "bem, se fizeram um filme é porque o livro não deve ser assim tão mau". E comprei o primeiro.
Ainda ia a meio do livro e já tinha comprado o segundo e o terceiro... Fiquei fã!
Agora estou a meio do terceiro e cheia de vontade de ir ver o filme, mas tenho receio de ficar desiludida, tal como já me aconteceu em vezes anteriores...
Queria pedir-lhe a sua opinião... Aconselha-me a vê-lo?
Carla :)
CarlaC a 28 de Fevereiro de 2012 às 15:50

Olá, Carla
Obrigada pelo comentário e peço desculpa por ainda não ter respondido à sua pergunta.
Apesar de o livro ser ainda mais interessante que o filme, uma vez que as personagens são muito mais desenvolvidas, acho que vale a pena vê-lo. Quanto mais não seja pelo desempenho de Rooney Mara como Lisbeth Salander. Já li em alguns blogs que a versão sueca do filme é melhor que a versão hollywood. Acho que se conseguem encontrar os filmes suecos no videoclube do Meo e da Zon.

Bom dia Stiletto. Vou ver o filme assim que me for possível :)
Muito obrigada!

Carla
CarlaC a 5 de Março de 2012 às 10:12

Fiz um post no blog que partilho com a minha irmã sobre este livro e o filme actual. Eu gostei dos dois, mais do livro mas também muito do filme.
Carla, acho que não te vais desiludir.

E convido-vos a visitar o meu blog "arRanha no Trapo", se quiserem, claro.

Ana Cristina
Oficinas RANHA a 28 de Fevereiro de 2012 às 22:49

Bom dia Ana e obrigada pela sua ajuda. Vou dar uma espreitadela ao seu blog :)

Carla
CarlaC a 5 de Março de 2012 às 10:13

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