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Livros de Cabeceira e outras histórias

Ler é uma fonte de felicidade!

Livros de Cabeceira e outras histórias

Ler é uma fonte de felicidade!

13
Mar17

As pontes de Robert James Waller

Charneca em flor

Este fim-de-semana faleceu o escritor Robert James Waller. Se eu tivesse lido só o nome, não me diria grande coisa. No entanto, quando percebi que era o autor do romance "As pontes de Madison County". Este romance deu origem a um filme mas nem foi por isso que a notícia me tocou. Por momentos voltei à tarde, em Lisboa, no Monumental, salvo erro, em que descobri este filme. Tinha combinado ir ao cinema com uma amiga que, na altura, era recente. Já éramos próximas mas este filme ainda nos aproximou mais. 

A história roda à volta de um fotógrafo, Robert Kincaid, da Nacional Geographic que vai a Madison County fotografar as pontes cobertas de madeira

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Quando lá chega conhece Francesca, uma italiana, dona de casa dedicada ao marido e aos filhos. Com a família fora, eles envolvem-se num breve mas intenso romance

 

Os actores são duas lendas de Hollywood, Meryl Streep e Clint Eastwood.

Mas nem é pela história, que é muito bonita, que este filme entrou na minha história. Quase desde o início do filme começo a reparar que a minha amiga ia-se emocionando cada vez mais chegando mesmo a chorar compulsivamente. Afinal a história de Robert e Francesca despertou-lhe memórias de um amor antigo. Ela, até aí uma caixinha fechada, abriu a torrente da memória e partilhou comigo uma parte da sua vida. A partir daí ganhei uma amiga para a vida porque entre nós se estenderam "As pontes de Madison County".

 

Obrigada, Robert James Waller, porque contribuiste para esta amizade.

 

 

 

 

09
Fev17

O livro do Hygge, Meik Wiking

Charneca em flor

O tema da felicidade interessa-me há muito. O primeiro blog que tive chamava-se, precisamente, É possível ser feliz..." e retratava a minha busca pela felicidade no pós-divórcio, na procura da felicidade dentro de mim sem depender de factoreds externos. No mês de Outubro tive a oportunidade de assistir a uma palestra sobre o mesmo tema por Eric Weiner o que conduziu a este livro

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Neste livro o autor, jornalista, percorre vários países com índices de felicidade diferentes para tentar perceber se a geografia influencia a nossa sensação de felicidade. Dinamarca, Islândia ou Butão fazem parte dos mais felizes enquanto a Moldávia ou o Qatar apresentam indíces de felicidade bastante mais baixos. Aquela viagem de Eric Weiner começa, precisamente, no Hapiness Research Institute que fica em Copenhaga já que a Dinamarca surge sempre em primeiro lugar nos Relatórios sobre a Felicidade Mundial. E foi o Presidente deste Instituto, Meik Wiking, que escreveu este livro

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O conceito Hygge (lê-se hooga) parece ter sido descoberto, ultimamente, pelo sul da Europa mas já existe há muito na Dinamarca. Considera-se que aì reside o segredo da felicidade dos dinamarqueses (isso e a qualidade de vida de que eles usufruem). É uma palavra difícil de definir mas pode-se dizer que hygge é o "conforto da alma" ou a arte de criar intimidade. Consiste em construir um ambiente acolhedor e aconchegante para nòs próprios e para os outros. Meik Wiking mostra-nos quais são os ingredientes essenciais para o Hygge. A tecnologia, por exemplo, não é nada hygge mas sem ela eu não chegava a quem me lê. Coisas como velas, mantas, echarpes, lareira ou confort food são muito hygge. Tudo coisas que eu aprecio. Mas nada disso faz sentido sem o encontro com os outros num verdadeiro espírito hygge. A felicidade encontra-se nas coisas mais simples e insignificantes. Um livro delicioso para nos"ensinar" a ser felizes. Bem que precisamos. " A felicidade consiste mais em pequenas conveniências ou prazeres que ocorrem todos os dias do que em grandes pedaços de sorte que acontecem raramente." Benjamin Franklin

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Ó pra mim, a ser feliz em Hirtshals, Dinamarca 

11
Jan17

Os imprescindíveis

Charneca em flor

Ontem ouvi este poema. Já conhecia mas não sabia quem era o autor. Fui pesquisar e descobri que é do alemão Bertolt Brecht Independentemente da circunstância em que foi utilizado, ou da pessoa que fez esta citação, é um belo poema e achei que valia a pena partihá-lo convosco. "Há aqueles que lutam um dia; e por isso são bons; Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons; Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda; Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis" Bertolt Brecht

05
Jan17

Geringonça

Charneca em flor

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 Imagem retirada daqui

Geringonça foi escolhida como Palavra do Ano 2016 e eu fiz parte dos 35% de votantes que elegeram esta palavra. Assim que vi as hipóteses; "campeão", "brexit", "parentalidade", "presidente","turismo", "racismo", "humanista", "empoderamento" e "microcefalia"; achei logo que geringonça foi uma palavra marcante e incontornável em 2016.

Geringonça define-se assim: construção pouco sólida e que se escangalha facilmente; caranguejola, aparelho ou máquina considerada complicada; engenhoca, coisa consertada que funciona a custo figurado sociedade ou empresa de estrutura complexa e pouco credível, qualquer coisa ou ideia engendrada de improviso e que funciona com dificuldade.

Esta palavra adquiriu um significado especial ainda em 2015 mas foi amplamente utilizada em 2016. Este termo foi utilizado pela primeira vez por Vasco Pulido Valente, e depois repetido por Paulo Portas no Parlamente, para "definir" o acordo parlamentar de esquerda que sustenta o actual governo. Inicialmente foi utilizada com sentido depreciativo mas, agora, acho que até é apreciada. O primeiro-ministro, António Costa, utiliza-a com alguma frequência normalmente na frase: "é geringonça mas funciona".

 

Eu acho piada à palavra e, obviamente, não podia estar mais de acordo com a escolha.

No ano de 2015, a palavra escolhida foi "refugiado". Infelzmente continuou a fazer parte do nosso vocabulário diário.

 

Palavra do Ano é uma iniciativa da Porto Editora

.

23
Dez16

"O jogo do Anjo", Carlos Ruiz Zafon

Charneca em flor

Quase que não conseguia acabar de ler este livro antes de entrar de férias. A urgência em acabar de ler é devida ao facto de o livro ser da biblioteca e estava mesmo a chegar a altura de o devolver. Fiquei com muita vontade de voltar a ler "A sombra do vento" e também com ainda mais vontade de conhecer Barcelona. Não é fácil falar das histórias criadas por Carlos Ruiz Záfon. São tão fantásticas que nem se conseguem descrever sem estragar o efeito surpresa. Para mim, para além das personagens  criadas por ele, os livros são verdadeiros protogonistas. Neste "O jogo do anjo" a história roda à volta dos estranhos problemas de um escritor,  David Martin, da sua relação com os livros, com outras pessoas que amam os livros, com a estranha casa que escolhe para viver. Uma história que vale a pena ser lida.

O cemitério dos livros esquecidos volta a ser visitado:

"Este lugar é um mistério. Um santuário. Todos os livros, todos os volumes que vês à tua frente, têm alma. A alma de quem os escreveu, a alma daqueles que os leram e viveram e sonharam com eles. De cada vez que um livro muda de mãos, de cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se mais forte. Neste lugar, os livros de quem já ninguém se lembra, os livros que ficaram perdidos no tempo, vivem para sempre, à espera de chegar às mãos de um novo leitor, de um novo espírito"

Em quantos livros já deixei a minha alma?! 

11
Dez16

Espólio de Saramago na Biblioteca Nacional

Charneca em flor

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Ontem passaram 18 anos sobre a cerimónia em que José Saramago recebeu o Prémio Nobel. É o único Prémio Nobel da Literatura português. Um dos actos que assinalou esta efemeride foi a doação, pelas legatárias Violante Saramago Matos e Pilar del Rio, do espólio do falecido escritor à Biblioteca Nacional. A partir de agora tudo aquilo que Saramago deixou é do domínio público, todas as anotações, todos os textos inéditos incluindo o diploma do Prémio Nobel. Já em vida, José Saramago tinha expressado esta vontade como se pode perceber por este fax: a “entrega do que nunca tive dúvidas devia ter como destino a Biblioteca Nacional. […] Um dia destes, com vagar, vou dar uma volta aos meus desordenados arquivos. Há cartas, papéis, manuscritos que não tenho o direito de conservar como coisa minha, pois pertencem a todos” (Saramago, em fax à Diretora da BN, 22 de março de 1994). 

Assim, este património passa mesmo a ser de todos.

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03
Dez16

Carlos Ruiz Zafón e os livros esquecidos

Charneca em flor

Eu sou um bocado do contra no que diz respeito à "última moda" da literatura. Gosto de ler os livros quando já ninguém se lembra deles (os verdadeiros livros esquecidos). Agora toda a gente fala deste

"O labirinto dos espíritos" é a aguardada conclusão da série de quatro livros, O cemitério dos livros esquecidos, de Carlos Ruiz Zafón. Eu li o primeiro, "A sombra do vento", e adorei. Uma história apaixonante para quem gosta de livros. Agora que todos os fãs procuram este último, eu fui à biblioteca e encontrei este

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Embora os livros se possam ler em separado porque não têm uma ligação directa, eu prefiro ler pela ordem em que foram publicados. No entanto,embora "O jogo do Anjo" tenha sido o segundo a sair, a história situa-se num tempo anterior ao d' "A sombra do vento". A companhia ideal para este fim-de-semana de chuva.

 

29
Nov16

Doodle literário

Charneca em flor

Durante todo o dia estive curiosa para ver o que significava a imagem do Google

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Pura distração, estava-se mesmo a ver.

Hoje, dia 29 de Novembro, é o aniversário do nascimento da escritora Louise May Alcott, autora do inesquecível As Mulherzinhas. Este romance foi um dos meus preferidos na adolescência. Um romance onde se valoriza a amizade e o amor bem como os valores morais e familiares. Tudo coisas fora de moda, infelizmente.

20
Nov16

Mar português

Charneca em flor

20161119_154136

Praia d' El Rei, ontem

 

Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

                    Fernando Pessoa, in Mensagem

Este conhecido poema espelha bem a alma dos portugueses. A nossa ligação ao mar, a nossa capacidade de arriscar, de partir rumo ao desconhecido. Foi assim nos idos de 1500 e continua a ser hoje. Uns partem por necessidade, outros partem pela aventura. E há portugueses espalhados por todos os recantos do mundo. Com eles levaram um dos maiores tesouros do mundo, a língua portuguesa. Pelos últimos estudos, o português é a quarta língua mais falada pelo mundo já que é falada por mais de 250 milhões de pessoas. É obra.

Eu não penso partir para longe mas também sinto esta ligação ao mar. Olhar esta imensidão faz-me sentir minúscula. E a relativizar as miudezas do dia-a-dia. Olhar este vai e vem das ondas funciona como um tranquilizante (embora ontem o mar até estivesse bem agitado). 

É este, o mar português.

13
Out16

And the Nobel goes to.... Bob Dylan!!!???

Charneca em flor

Este ano, a atribuíção do Prémio Nobel da Literatura parecia um enredo de suspense. Normalmente, o laureado é anunciado na mesma altura que os laureados nas outras categorias e sempre antes do Prémio Nobel da Paz. Desta vez o comité do Prémio Nobel da Literatura não estava a chegar a um concenso, segundo se consta. Daí o anúncio ter adiado para hoje. Por acaso estava a ouvir a TSF no momento do anúncio e fiquei muito surpreendida com a atribuíção ao músico americano Bob Dylan. Nunca tinha acontecido a atribuição a um homem da palavra cantada. Para mim, a poesia que se faz para ser cantada é tão importante como a poesia dos livros. A música é a maneira de tornar a poesia acessível a todos.

A  secretária-geral da Real Academia Sueca, Sara Danius, justificou a atribuíção a Dylan "por ter criado novas expressões poéticas na tradição da canção americana". Pelo menos este ano o laureado é conhecido em todo o mundo ao contrário de anos anteriores. Quantas vezes o Nobel vai para autores obscuros desconhecidos até para o mais literato?

Agora é só apreciar

 

 

Like a rolling stone

 

Once upon a time you dressed so fine

Threw the bums a dime in your prime, didn't you?

People call say 'beware doll, you're bound to fall'

You thought they were all kidding you

You used to laugh about

Everybody that was hanging out

Now you don't talk so loud

Now you don't seem so proud

About having to be scrounging your next meal

 

How does it feel, how does it feel?

To be without a home

Like a complete unknown, like a rolling stone

 

Ahh you've gone to the finest schools, alright Miss Lonely

But you know you only used to get juiced in it

Nobody's ever taught you how to live out on the street

And now you're gonna have to get used to it

You say you never compromise

With the mystery tramp, but now you realize

He's not selling any alibis

As you stare into the vacuum of his eyes

And say do you want to make a deal?

 

How does it feel, how does it feel?

To be on your own, with no direction home

A complete unknown, like a rolling stone

 

Ah you never turned around to see the frowns

On the jugglers and the clowns when they all did tricks for you

You never understood that it ain't no good

You shouldn't let other people get your kicks for you

You used to ride on a chrome horse with your diplomat

Who carried on his shoulder a Siamese cat

Ain't it hard when you discovered that

He really wasn't where it's at

After he took from you everything he could steal

 

How does it feel, how does it feel?

To have on your own, with no direction home

Like a complete unknown, like a rolling stone

Ahh princess on a steeple and all the pretty people

They're all drinking, thinking that they've got it made

Exchanging all precious gifts

But you better take your diamond ring, you better pawn it babe

You used to be so amused

At Napoleon in rags and the language that he used

Go to him he calls you, you can't refuse

When you ain't got nothing, you got nothing to lose

You're invisible now, you've got no secrets to conceal

 

How does it feel, ah how does it feel?

To be on your own, with no direction home

Like a complete unknown, like a rolling stone

 

 

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