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Livros de Cabeceira e outras histórias

Ler é uma fonte de felicidade!

Livros de Cabeceira e outras histórias

Ler é uma fonte de felicidade!

13
Mar17

As pontes de Robert James Waller

Charneca em flor

Este fim-de-semana faleceu o escritor Robert James Waller. Se eu tivesse lido só o nome, não me diria grande coisa. No entanto, quando percebi que era o autor do romance "As pontes de Madison County". Este romance deu origem a um filme mas nem foi por isso que a notícia me tocou. Por momentos voltei à tarde, em Lisboa, no Monumental, salvo erro, em que descobri este filme. Tinha combinado ir ao cinema com uma amiga que, na altura, era recente. Já éramos próximas mas este filme ainda nos aproximou mais. 

A história roda à volta de um fotógrafo, Robert Kincaid, da Nacional Geographic que vai a Madison County fotografar as pontes cobertas de madeira

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Quando lá chega conhece Francesca, uma italiana, dona de casa dedicada ao marido e aos filhos. Com a família fora, eles envolvem-se num breve mas intenso romance

 

Os actores são duas lendas de Hollywood, Meryl Streep e Clint Eastwood.

Mas nem é pela história, que é muito bonita, que este filme entrou na minha história. Quase desde o início do filme começo a reparar que a minha amiga ia-se emocionando cada vez mais chegando mesmo a chorar compulsivamente. Afinal a história de Robert e Francesca despertou-lhe memórias de um amor antigo. Ela, até aí uma caixinha fechada, abriu a torrente da memória e partilhou comigo uma parte da sua vida. A partir daí ganhei uma amiga para a vida porque entre nós se estenderam "As pontes de Madison County".

 

Obrigada, Robert James Waller, porque contribuiste para esta amizade.

 

 

 

 

29
Nov16

Doodle literário

Charneca em flor

Durante todo o dia estive curiosa para ver o que significava a imagem do Google

louisa-may-alcotts-184th-birthday-5111070415912960

 

Pura distração, estava-se mesmo a ver.

Hoje, dia 29 de Novembro, é o aniversário do nascimento da escritora Louise May Alcott, autora do inesquecível As Mulherzinhas. Este romance foi um dos meus preferidos na adolescência. Um romance onde se valoriza a amizade e o amor bem como os valores morais e familiares. Tudo coisas fora de moda, infelizmente.

27
Set16

"História do Novo Nome", Elena Ferrante

Charneca em flor

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Como dizia aqui assim que cheguei à última página de "A amiga genial" fiquei cheia de saudades das brilhantes personagens de Elena Ferrante. Não descansei enquanto não comprei os outros volumes da série. Resisti a lê-los compulsivamente porque aquilo que Elena Ferrante escreve deve ser saboreado com calma. Quando fiz a minha viagem à Escandinávia até deixei Lila e Lenú por cá por isso só agora é que acabei este segundo volume. Ler Elena Ferrante é desligar-me de tudo. Debruço-me sobre esta história e caio lá para dentro. Transporto-me para Nápoles, para a Amalfi, para Ischia (uma ilha onde os napolitanos costumam passar férias) e para Pisa e não ouço nada do que se passa à minha volta. Agora Ferrante aborda a fase da adolescência destas 2 amigas. A vida de ambas evolui de maneira muito diferente. Enquanto Lila permanece ligada ao bairro, Lenú vai-se afastando conforme vai avançando nos estudos. Os acontecimentos da vida de ambas acabam por afastá-las de modo quase irreversível mas os laços que as unem nunca se chegam a desfazer por completo. 

Este volume começa onde acaba o anterior, numa festa de casamento. A maneira desastrosa como acaba esta festa condiciona a relação entre os recém-casados. E daí se parte para uma viagem vertiginosa pelas sentimentos de todas as personagens.

 

"Na primavera de 1966, Lila, num estado de grande agitação, confiou-me uma caixa de metal que continha oito cadernos. Disse que não podia continuar a tê-los em casa, receava que o marido os lesse. Levei a caixa comigo sem fazer comentários , à parte algumas piadas irónicas à grande quantidade de cordel que lhe amarrara em volta. Naquela fase as nossas relações eram péssimas, mas parecia que só eu as considerava como tal. Ela, as poucas vezes que nos víamos, não manifestava qualquer embaraço, era afectuosa, nunca deixou escapar uma palavra hostil.

Qaundo me pediu que jurasse que nunca abriria a caixa por motivo nenhum, jurei. Mas assim que entrei no comboio desatei o cordel, tirei os cadernos para fora, comecei a ler. "

30
Mai16

"A Amiga Genial" de Elena Ferrante

Charneca em flor

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Este fim-de-semana terminei este "A Amiga Genial". E fiquei tal e qual como diz no fim da sinopse da contra-capa: "A Amiga Genial tem o andamento de uma grande narrativa popular, densa, veloz e desconcertante, ligeira e profunda, mostrando os conflitos familiares e amorosos numa sucessão de episódios que os leitores desejariam que nunca acabasse.". Fechei o livro e encerrei as personagens lá dentro sem saber o que lhes vai acontecer (pelo menos até comprar o livro que se segue a este que felizmente a autora teve a boa ideia de escrever). Este livro entra, sem sombra de dúvida, para os livros da minha vida. Elena Ferrante transportou-me para aquelas ruas do bairro de Lila e Lenú. Fez-me sentir na pele de Lenú com quem partilho muitos dos sentimentos que povoaram a minha infância e adolescência. Elena Ferrante merece todo o prestígio e fama que tem. Entendo um pouco da sua relutância em aparecer. Os livros falam por si, não são precisos mais artifícios. 

"A Amiga Genial" inicia uma série de 4 livros da autora italiana. E como tudo começa na infância, é também por aí que começa esta tetralogia. Nas primeiras páginas, uma Lenú já idosa sabe que a sua amiga Lila desaparecera de casa sem deixar rasto. Para contrariar essa vontade de desaparecer da amiga, Lenú recua 60 anos para nos descrever como se conheceram num bairro pobre dos arredores de Nápoles, como se tornaram amigas inseparáveis, como cresceram. À volta delas, desenrolam-se acontecimentos típicos da Nápoles dos anos 40/50 do século XX. A primeira parte do livro apresenta-nos o nascer da amizade entre as 2 crianças e a sua interacção com a escola. Lila é, naturalmente, brilhante, é atrevida, corajosa mas fisicamente desajeitada. Lenú tem que se esforçar mais para obter os mesmos resultados escolares, é tímida mas bonita. São como as 2 faces da mesma moeda. Completam-se. Com a adolescência, as suas vidas tomam caminhos diferentes e elas parecem afastar-se, psicologicamente sobretudo. No entanto, Lenú e Lila nunca se afastam completamente. Aquilo que parece separá-las, une-as irremediavelmente.

 

Uma excelente história, muito bem escrita por uma autora muito talentosa. Recomendo.

 

"Começara a estudar grego ainda antes de eu ir para a escola secundária? Fizera-o sozinha, quando eu ainda nem pensava em tal coisa, e no Verão, que era tempo de férias? Fazia sempre as coisas que eu havia de fazer, primeiro e melhor do que eu? Fugia de mim quando eu a seguia, mas entretanto ia na minha peugada para me passar à frente?

Tentei não me encontrar com ela por uns tempos, fiquei zangada.

(...)

Talvez eu devesse apagar Lila de mim como se fosse um desenho no quadro, pensei, e foi, creio, a primeira vez. Sentia-me frágil, exposta a tudo, não podia passar o meu tempo a segui-la ou a descobrir que ela me seguia, e de uma maneira ou de outra sentir-me diminuída. Mas não consegui, fui logo procurá-la."

 

03
Jan16

"Em teu Ventre", de José Luís Peixoto

Charneca em flor

em teu ventre

No último Natal recebi mais um livro, para além dos que já mencionei aqui, "Em teu ventre" de José Luís Peixoto. Veio de quem eu menos esperava porque é preciso conhecer-me bem para saber que eu sou fã incondicional de José Luís Peixoto. Foi amor literário ao primeiro "Livro". Gosto dos livros e da pessoa, uma simpatia no contacto com os leitores, estrela das sessões de autógrafos da Feira do Livro. Temos referências em comum já que nascemos no mesmo ano e temos raízes alentejanas de terras muito próximas. 

Apesar de ter lido quase todos os livros dele com prazer, este tocou-me de maneira especial. Primeiro que tudo porque fala, de maneira sublime, dos acontecimentos de 1917 que deram origem ao que hoje conhecemos como Santuário de Fátima. Este local faz parte da minha história de vida, vivi lá momentos extraordinários que influenciaram de maneira indelével a pessoa que sou hoje. Depois porque JLP escolheu uma abordagem diferente do que é habitual quando se fala das aparições. Mais do que descrever os acontecimentos recorrendo às personagens envolvidas, JLP centra a acção na relação entre Lúcia e a mãe. A própria maternidade é uma personagem que se nota pelo monólogo de uma mãe em parelelo com a história principal. Será uma representação da mãe do próprio autor?

Outro aspecto importante, e característico da escrita de JLP, é a descrição da vida quotidiana daquelas pessoas simples a quem calhou testemunhar os acontecimentos de Maio a Outubro de 1917. A vida de casa, o trabalho do campo, a ida à missa dominical, o respeito pela autoridade, civil e religiosa, tudo serve para compreendermos a visão de JLP em relação a este fenómeno.

Outro aliciante para ler esta pequena novela de 163 páginas é o facto de estar salpicado de frases maravilhosas em que se confunde uma prosa deliciosa com uma poesia sublime. Para mim, este é um dos livros da minha vida. A ler e a reler com calma para melhor saborear.

"TÃO FRESCA É ESTA BRISA DEPOIS DE UM DIA INTEIRO, tão leve é o seu toque nas cores por fim brandas, desnecessária a urgência por fim. Esta brisa atravessa o ar limpo, faz tremer as folhas prateadas das oliveiras, acende pontos de brilho no granito e passa pelas faces suaves de Lúcia"

"Tudo começa pela/esperança./Antes dos objectos estão os/gestos que lhes dão forma,/antes dos gestos estão/as ideias,/antex das ideias estão/as emoções,/antes das emoções estão/os sentidos,/antes dos sentidos está a existência nua,/ cntemplação cega,/memória cega,/antes da existência está/a esperança."

 

28
Fev15

"Galveias", José Luís Peixoto

Charneca em flor

 

17488927_l6akw.jpgTentando cumprir a resolução de ano novo, decidi ler este livro que estava em espera há algum tempo. José Luís Peixoto é um dos meus escritores preferidos. O primeiro lvro que li dele foi o romance anterior "Livro" e a partir desse fui à procura dos outros livros. José Luís Peixoto é uma figura cativante e intrigante. Não tem a imagem típica de escritor (será que isso existe?) com as suas tatuagens e piercings. Adoro as suas entrevistas na televisão e na rádio e é uma estrela nas sessões de autógrafos. A sua presença na Feira do Livro nunca passa despercebida. É muito, muito simpático e parece gostar de conversar com os leitores o que significa esperar uma eternidade por um autógrafo. Para além dessas qualidades, é da minha geração e cresceu numa terra, Galveias, muito perto da zona onde passei muitos dos verões da minha infância. Quando leio os seus livros mais rurais identifico-me com muito do que leio. Este seu romance não só é fantástico como me transportou 30 anos atrás. Voltei a correr pelas ruas quentes do "nosso" Alentejo. Voltei a ouvir as motorizadas dos meus tios ou do meu pai ao final da tarde. Revi os rostos queimados pelo sol dos  homens e mulheres que regressavam do trabalho ao fim do dia. Na minha opiniâo, é o seu melhor romance. As personagens são maravilhosas e as histórias interligam-se com mestria. Às vezes, escreve com um certa crueza, um realismo extremo que pode ser chocante para almas mais sensíveis. Percebo a necessidade que ele teve de escrever este romance especialmente depois de ter corrido mundo, viajado por países longínquos e improváveis como a Coreia do Norte. No fundo, ele ainda é "o filho do Peixoto da serração e da Alzira Pulguinhas".

A meu ver, "Galveias" é, também, uma forma de não deixar morrer a sua terra natal, neste tempo em que o interior está cada vez mais desertificado. Por isso ele termina assim:

 

"Galveias não pode morrer.

Por todas as crianças que deixaram a infância naquelas ruas,  por todos os namoros que começaram em bailes no salão da sociedade, por todas as promessas feitas aos velhos que se sentavam à porta nos serões de agosto, por todas as mães que criaram filhos naqueles poiais, por todas as histórias comentadas no terreiro, por todos os anos de trabalho e de pó naquela terra, por todas as fotografias esmaltadas nas campas do cemitério, por todas as horas anunciadas pelo sino da igreja, contra a morte, contra a morte, contra a morte, as pessoas seguiam aquele caminho.

Suspenso, o universo contemplava Galveias."

01
Mar14

Le petit prince

Charneca em flor

Hoje partilho convosco algumas das frases mais emblemáticas de um dos livros mais marcantes da minha vida (porque foi lido numa altura muito particular e muito importante para a pessoa que sou hoje), "O principezinho" de Antoine Saint-Exupery. Esta manhã caminhei pelas ruas da cidade que viu nascer este piloto escritor francês, Lyon, em 1900. 

"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez a tua rosa tão importante"

 

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"

 

"Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla"

 

27
Set11

"Segue o coração. Não olhes para trás" de Lesley Pearse

Charneca em flor

 

Este é já o terceiro livro que leio de Lesley Pearse. Esta autora escreve sempre sobre mulheres e mulheres muito fortes. Desta vez a heroina é Matilda Jennings e a acção conduz-nos desde os bairros mais miseráveis de Londres, em 1842, até aos Estados Unidos da América do início do século XX durante 783 páginas. Ao longo destas páginas acompanhamos a construção de um país já que atravessamos os pontos cruciais da História dos Estados Unidos da América, desde os primórdios de Nova Iorque passando  pela conquista do Oeste Selvagem pelos colonos em busca de terra, a corrida do ouro ou a Guerra entre o Norte e o Sul. No início da história, Matilde é uma simples vendedora de flores que, por um acto desinteressado, salva a vida de uma criança e esse momento muda a sua vida para sempre. Um romance, ao mesmo tempo histórico e épico, de amor, morte, lágrimas e alegria (como diz na contracapa). Um exemplo de que por maior que seja a dor, por maior que seja a queda, haverá sempre motivo para nos levantarmos. O volume do livro assusta, a princípio, mas prende-nos até ao último momento. 

Uma das frases mais marcantes desta história foi colocada, pela autora, na boca de Matilda: " Mas, acima de tudo, quero ter feito uma diferença na vida de outras pessoas", um excelente lema de vida.

 

 

Sinopse:

 

"Aquele podia ter sido um dia como tantos outros na vida de Matilda, uma pobre vendedora de flores. Mas aquele é o dia em que Matilda salva a vida de uma criança e recebe a mais preciosa das dávidas: a oportunidade de fugir da mde iséria e construir uma nova vida. Em brevetrocará os bairros degradados de Londres pelos recantos misteriosos de Nova Iorque, as planícies do Oeste Selvagem e a febre do ouro em São Francisco. Munida apenas da sua coragem, beleza e inteligência, a jovem está apostada em ditar o seu destino, nem que para tal tenha de lutar contra tudo e todos. A sua rebeldia condena-a à solidão. Mas um dia também viverá as emoções de um verdadeiro amor.Um amor que terá de suportar a separação, a guerra e os tormentos do nascimento de uma nova nação. Será no Novo Mundoque Matilda vai aprender o que a sua infância não lhe ensinou: que todos nascem iguais, que a coragem e a generosidade são o que de mais nobre pulsa no coração humano, e que, por mais doloroso que seja, a vida tem de continuar e nunca se deve olhar para trás." 

22
Fev11

O Diário de Anne Frank, Versão Definitiva

Charneca em flor

 

Este é um livro especial. Primeiro que tudo porque é uma história verídica e porque foi comprado na livraria da Casa-Museu Anne Frank, em Amsterdão, depois de ter passado pelo anexo secreto onde Anne viveu dos 13 aos 15 anos. Quando cheguei à livraria estava muito emocionada já que terminei a visita com um nó na garganta e com lágrimas nos olhos. Na parte final da visita, é projectado um filme em que Otto Frank, pai de Anne Frank e o único que sobreviveu ao Holocausto, diz que só conheceu, verdadeiramente, a filha quando leu o seu diário. Percebe-se pelo seu testemunho que ele encontrou um sentido para a sua vida ao lutar para publicar o diário e para criar aquela Casa-Museu como espaço de encontro e de reflexão para todos, independentemente da raça, cor, língua ou religião, um espaço de paz e concórdia.

 Qual não foi o meu espanto encontrei esta versão escrita em português. Esta versão é chamada definitiva porque inclui algumas passagens que tinham sido omitidas nas primeiras edições por vontade de Otto Frank. Estas passagens contêm alguns comentários relativos à mãe que Otto não tinha querido divulgar. 

Muitas pessoas terão lido este livro na adolescência ou terão visto o filme. Eu não, embora já tivesse ouvido falar, por alto, na história de Anne Frank.

O Diário conta os 2 anos que a família Frank, com mais algumas pessoas, passou num pequeno anexo do antigo escritório de Otto Frank. A família refugiou-se aí para tentar escapar às perseguições anti-semitas levadas a cabo durante a 2ª Guerra Mundial. Anne descreve o espaço ao qual estavam confinados, o tipo de alimentação que eram obrigados a fazer, as privações e dificuldades a que estavam sujeitos. Para além disso percebe-se que Anne não deixou de ser uma adolescente como as outras, com os mesmos conflitos, as mesmas dúvidas, as mesmas revoltas e os mesmo anseios. É doloroso ler os planos que ela fazia para o futuro quando sabemos que ela, apesar de todos os riscos e sacrifícios que passaram, acabou por morrer num campo de concentração. Algumas entradas do Diário são de uma tal profundidade que custa a acreditar que tenham sido escritos por uma pessoa tão jovem. Obviamente que as circunstâncias a obrigaram a crescer já que passou por coisas que nunca ninguém deveria ter passado só porque o acaso a fez nascer no seio duma família judia. Um dos livros da minha vida, sem dúvida.

 

                                                                                                                                                                                                                                                   "Espero poder confiar-te tudo, como nunca pude confiar em ninguém, e espero que venhas a ser uma grande fonte de conforto e apoio", 12 de Junho de 1942

 

 

"Estamos todos vivos, mas não sabemos porquê ou para quê; todos procuramos a felicidade; todos levamos vidas que são diferentes e, contudo,  iguais. Nós os três fomos criados em boas famílias, temos oportunidade de adquirir uma educação e fazer algo pela nossa vida. Temos muitas razões para esperar uma grande felicidade, mas ... temos de a merecer. E isso é algo que não se consegue escolhendo a saída mais fácil. Merecer a felicidade significa fazer o bem e trabalhar, não especular e ser preguisoço. A preguiça pode ser convidativa, mas só o trabalho pode dar uma verdadeira satisfação", 6 de Julho de 1944

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