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Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

Última Lágrima, Pedro Flores

Charneca em flor, 15.03.21

Uma das aplicações que mais utilizo é o Spotify. Utilizo para ouvir podcasts, para descobrir novos álbuns e novas músicas. Também sigo algumas playlists entre as quais a "New Music Friday Portugal". Como o próprio nome indica, congrega as músicas que saíram na semana que passou. Uma das músicas que me chamou a atenção foi esta

Pedro Flores é um jovem fadista, possuidor de uma voz muito peculiar. A "Última Lágrima" é o 2o single do álbum que será lançado este ano embora estivesse previsto para o ano de 2020. O tema que despertou a minha atenção tem música e letra de Matias Damásio.

Boa semana.

 

 

 

Desafio dos Lápis de Cor #rosa

A vida em tons de rosa… ou talvez não

Charneca em flor, 10.03.21

Pela manhã, o carro circulava devagar enquanto se aproximava da escola secundária. Sofia seguia em silêncio olhando a sequência de prédios. Mal conseguia abrir os olhos, na verdade. A noite anterior tinha sido passada a chorar.

Quando chegara a casa, depois do idílico fim de tarde na praia, os pais esperavam-na de rosto fechado. A jovem foi sujeita a um interrogatório como se de uma criminosa se tratasse. Nunca, em quase 17 anos de vida, tinha visto os seus pais tão zangados e, muito menos, irados com ela, a filha exemplar. Sofia não resistira muito tempo às perguntas com que os seus progenitores a bombardearam. O relato da sua história de amor, tão doce e puro, transformou-se, aos ouvidos dos seus pais, numa coisa má e sórdida.

Sofia ficou estupefacta quando percebeu que a sua mãe tinha descoberto a sua mentira porque Ana telefonara lá para casa à sua procura. Não conseguia entender porque é que Ana tinha feito tal acto. Seria possível que se tivesse esquecido do que lhe tinha pedido? Dentro da sua cabeça gerara-se uma grande confusão.

Os seus pais proibiram-na de continuar com aquele namoro e Sofia teve que concordar porque o pai ameaçou ir falar com o rapaz. Ela nunca poderia passar por tal humilhação. Para além disso, não estava autorizada qualquer saída que não fosse para a escola ou acompanhada pelos pais. Não passava pela cabeça de Sofia desobedecer aos pais mesmo que fosse por amor. Nunca seria forte o suficiente para lhes fazer frente.

Não foi capaz de jantar e deitou-se assim que pôde. Mas pressentiu que o sono não iria chegar nessa noite. Nem sabia que era possível chorar durante tanto tempo. Chorara por horas e horas. Pela desilusão que dera aos seus pais mas também pela desilusão que ela também tivera com a atitude dos pais para consigo. Apesar de os seus pais serem muito rígidos, nunca imaginara que pudessem ter uma reacção tão violenta perante a sua mentira e sobre a sua descoberta do amor. As lágrimas caiam também pelo fim do seu sonho cor de rosa e por ter que dizer a Tomás que não se poderiam continuar a ver. Nunca mais sentiria a força do seu abraço ou o sabor dos seus beijos. Continuava a não conseguir compreender o que acontecera para a sua melhor amiga lhe ter falhado daquela maneira. Logo a ela que estava sempre a seu lado e que a ajudava em tudo o que podia, apesar de muitos colegas dizerem que Ana se aproveitava do seu bom coração. Caramba, eram amigas. Porque não haveria de a ajudar?

O pai parou o carro à porta da escola e despediu-se dizendo:

- Vê lá como te comportas. Já percebeste que tudo se sabe.

Sofia acenou com a cabeça e saiu do carro em silêncio. Ao levantar a cabeça fez-se luz na sua cabeça. Finalmente, compreendeu que Ana telefonara para sua casa, propositadamente, para a prejudicar. A poucos metros estava Tomás encostado à sua brilhante moto azul-cobalto. Junto dele, estava Ana, insinuante, conversando com ele com um ar apaixonado. Nem reparou se Tomás correspondia à inusitada atenção. Naquele instante, as lentes cor-de-rosa com que via o mundo quebraram-se de forma irremediável.

 

Participam neste Desafio da Caixa de Lápis de Cor da Fátima Bento, as brilhantes ConchaA 3a FaceMaria AraújoPeixe FritoImsilva, Luisa de SousaMariaAna DCéliaGorduchitaMiss LollipopAna MestreAna de DeusCristina Aveirobii yue e os brilhantes  José da Xá e João-Afonso Machado

Chique a valer

Charneca em flor, 09.03.21

EÇA-DE-QUEIRÓS-Foto-por-Ekonomista.jpg

Todos os dias, se procurarmos bem, encontramos uma polémica a incendiar as redes sociais. No passado domingo, foi o romance de Eça de Queirós, "Os Maias", o mote para mais um fogacho. Bom, na verdade, foi a análise feita pela investigadora Vanusa Vera-Cruz no âmbito de doutoramento que está a tirar numa Universidade nos Estados Unidos. Esta investigadora sugere que se introduza uma nota pedagógica na obra do séc. XIX por causa de algumas passagens que considera racistas. A investigadora identifica "Os Maias" como uma das maiores obras de arte da cultura portuguesa mas aponta, para além das intervenções do narrador, João da Ega como uma personagem racista. 

Dei por esta polémica no Twitter mas, antes de embarcar nesta onda, fui procurar algo mais palpável para perceber de onde vinha esta assunto. Vinha daqui.

Começo já por dizer que Vanusa Vera-Cruz nunca diz, em momento algum, que a obra devia ser proibida mas, apenas, ter uma nota pedagógica sobre este tema.

"Os Maias" fizeram parte do meu percurso escolar como aconteceu com a maioria de vós, presumo. A minha professora optou por dividir a obra por vários temas sobre os quais teríamos que fazer trabalhos de grupo. A minha turma empenhou-se muito nesta tarefa e na apresentação dos trabalhos. Houve vídeos, apresentação de slides* com imagens dos locais mais emblemáticos de Sintra e várias modalidades de apresentação. Guardo óptimas memórias desses dias. Acontece que comecei a ler o livro nessa altura mas o tempo foi escasseando e não o acabei de ler como um romance mas fui-me debruçando nas partes que tinham mais a ver com o meu tema. No entanto, algum tempo depois, voltei à obra e foi um dos melhores livros que li. Pelo que me lembro, este livro é um excelente documento de análise social da época. E, se pensarmos bem, alguns dos defeitos da sociedade do séc. XIX ainda andam por cá. 

Como é óbvio, não podemos olhar para obras do séc. XIX, ou do início do séc. XX, com os olhos do séc. XXI. Mas também não se pode branquear (má escolha de palavras, não é?) o passado nem o pensamento social de outras épocas. Há situações e personagens em romances, filmes ou séries que existem, exactamente, para nos fazer pensar e tirar as nossas próprias conclusões. A literatura serve para nos fazer pensar, para nos tornar mais empáticos e mais esclarecidos. Não podemos chegar a um livro, seja qual fôr a nossa idade, e ter a papinha toda feita, ou seja, ter o livro todo muito bem explicadinho. Perderia toda a graça. O que não quer dizer que, em ambiente escolar, os professores não tenham que fazer um enquadramento histórico e social para que os jovens possam compreender melhor.

E, já agora, faz muita falta, a jovens e adultos, aprenderem a perceber ironia. O mundo seria muito mais divertido.

Agora fiquei com saudades de voltar a ler "Os Maias".

*slides mesmo que eu sou antiga. No meu tempo ainda não havia powerpoint .

Rescaldo do Festival

Love is on my side, The Black Mamba

Charneca em flor, 08.03.21

Como já devem ter percebido, sou fã do Festival da Canção. Deixei de acompanhar durante uns anos mas retornei quando a RTP iniciou o formato actual. Já aqui tinha feito a minha aposta e no sábado lá tentei seguir a final. Comparem a minha aposta com a realidade

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A minha aposta

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A classificação final

Basicamente acertei no 2o, no 3o, no 8o e no último. Não está mal

Fiquei muito surpreendida com a vitória dos The Black Mamba mas, pelo que li, eles próprios nunca acreditaram que fosse possível ganhar com uma canção totalmente em inglês. Um dos elementos fundadores do grupo, o Tatanka, foi o compositor convidado e explicou que resolveram concorrer com uma música em inglês por coerência com o seu percurso. Faz sentido. 

Como viram, eu não apostava neles. Aliás, embora reconheça um timbre fora do vulgar, não sou apreciadora da voz de Taranka. Mas pode ser um caso de "primeiro estranha-se, depois entranha-se".

Se eu acho que faz sentido ir à Eurovisão com uma música em inglês? Não, de todo. E digo isto em relação a todos os países, deveriam levar canções na sua própria língua.

Seja como fôr, regras são regras e o vencedor está escolhido. Desejo-lhes toda a sorte do mundo. E fiquem com a canção vencedora

 

 

Desafio dos Lápis de Cor #azul claro

Olhos azuis são ciúme*

Charneca em flor, 03.03.21


Algumas horas antes do pôr-do-sol

A tarde de aulas ia a meio. Os alunos usufruíam do intervalo mais alargado. Sofia estava aborrecida com o facto de Tomás se ter deixado deslumbrar com a atenção provocada pela sua chegada de moto. Durante a maior parte do dia tinha conseguido evitar encontrar-se com Tomás mas, desta feita, ele tinha conseguido chegar à fala com ela. Conversavam, animadamente. Tomás não poupava nas carícias enquanto tentava convencer a sua amada a irem de moto até à praia ao entardecer.
Ao longe, Ana observava a cena em silêncio rodeada da sua corte de outras miúdas que a bajulavam com esperança de também serem populares só por acompanharem com a mais popular. Os seus olhos azuis, de um tom de azul tão claro quase transparente, faiscavam. Rute reparou naquele olhar e seguiu-lhe a direcção:
- Então, Ana, porque estás com esse olhar? – perguntou surpreendida por ver a amiga a olhar para aquele par de namorados.
- Ainda estou para saber como é que aquela mosquinha morta conseguiu fisgar o rapaz novo.
- Então, não te lembras?! Ela contou que se conheceram no bar e estiveram horas a conversar.
- Eu ouvi essa história mas custa-me a acreditar. Nunca pensei que conversar sobre livros seduzisse alguém, ainda mais um rapaz daqueles, bom como o milho.
Helena ouvia a conversa a curta distância e não conseguiu deixar de intervir:
- Como é que podes falar assim da Sofia? Vocês são amigas há tantos anos. Ela considera-te como a melhor amiga.
Ana deu uma gargalhada estranha, quase maquiavélica:
- Dá-se demasiada importância à amizade. É um bocado exagerado dizer que somos as melhores amigas. Temos uma relação de… como é que disse a professora de biologia? Simbiose, será? Ela ganha em ser minha amiga porque, sendo minha amiga, a malta não a acha assim tão estranha. Eu ganho os melhores trabalhos de casa. – o olhar de Ana revelou-se mais frio do que era habitual. As outras raparigas arrepiavam-se ao olhar para aqueles olhos azuis translúcidos.
Sofia encaminhou-se até ao grupo de Ana com um sorriso tímido e uma expressão feliz mas ligeiramente ensombrada por alguma preocupação:
- Olha, Ana, no fim das aulas vou dar uma volta com o Tomás e vou chegar a casa mais tarde. Posso dizer à minha mãe que estive em tua casa para um trabalho de grupo?
- Claro que sim. – Só a Rute e a Helena é que repararam no tom falso daquela afirmação.
- Obrigada, és uma querida. – Sofia afastou-se em direcção à casa de banho.
- Sabem que mais? Já sei como é que posso afastar a Sofia do queridinho. E depois o caminho fica livre para mim. Quero ver se ele não me vai preferir em vez da intelectual. – o olhar voltou a faiscar.
- O que é que vais fazer? – perguntaram as outras.
- Logo verão.
Nos lindos olhos azuis, claros como água, brilhava a imagem do ciúme e da inveja.

 

Participam neste Desafio da Caixa de Lápis de Cor da Fátima Bento, as brilhantes ConchaA 3a FaceMaria AraújoPeixe FritoImsilva, Luisa de SousaMariaAna DCéliaGorduchitaMiss LollipopAna MestreAna de DeusCristina Aveirobii yue e os brilhantes  José da Xá e João-Afonso Machado

 

*título, descaradamente, roubado à canção "Olhos castanhos" de Francisco José.

Semi-finais do Festival da Canção

Rescaldo

Charneca em flor, 02.03.21

No sábado passado decorreu a 2a semi-final do Festival da Canção. Desta vez a minha aposta foi melhor do que na 1a semi-final já que acertei em 3/5.

Assim vou experimentar a fazer a minha classificação final. Vamos ver se acerto nalguma:

  1. "Contramão" - Sara Afonso
  2. "Por um triz" - Carolina Deslandes 
  3. "Dancing in the stars" - Neev
  4. "Joana do Mar" - Joana Alegre 
  5. " Saudade" - Karetus e Romeu Bairos
  6. "Não vou ficar" - Pedro Gonçalves 
  7. "Na mais profunda saudade" - Valéria 
  8. "Volte-face" - Eu.Clides
  9. "Love is on my side" - The Black Mamba
  10. "Dia lindo" - Fábia Maia

Quem quiser ouvir todas as músicas é passar por aqui

Cover me in sunshine, P!nk e Willow Sage Hart

Charneca em flor, 01.03.21

Uma das aplicações que mais utilizo é o spotify, seja para ouvir podcasts ou para ouvir música. Sigo uma playlist que se chama "New Music Friday Portugal" que actualizada todas as 6as feiras, como o próprio nome indica. É assim que descubro novas músicas. Há semanas em que nenhuma música me seduz e há outras em que gosto de várias. Há 2 semanas descobri esta música encantadora em que P!nk canta com a filha Willow.

Boa semana.

 

Desafio Era uma princesa tão gorda que só ocupava espaço

Charneca em flor, 28.02.21

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Imagem daqui

Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço. Era tão gorda que as portas do palácio tiveram de ser alargadas depois de ela ficar entalada quando tentava entrar na cozinha à socapa. A comida era aquilo que havia de mais importante para a princesa. Nos tempos livres, ou seja entre refeições, também gostava de ler. Às vezes até experimentava escrever qualquer coisa. Só que depois dava-lhe cá uma fraqueza que tinha que ir comer qualquer coisita.

Um dia, a internet chegou ao palácio e a vida da princesa nunca mais foi a mesma. Um mundo completamente novo abriu-se perante os seus olhos. Passava horas entretida com a internet que se esquecia de comer. Sem saber bem como, conheceu um rapaz. Começaram a conversar, primeiro durante uns minutos, depois horas estendendo-se pela noite fora. E a princesa percebeu-se que era possível apaixonar-se, apenas, pelo poder das palavras, muito para além do aspecto físico. Mas o seu corpo deixava-a insegura e quando o seu apaixonado lhe propôs um encontro, ela não quis arriscar. Fazendo um grande sacrifício, conseguiu emagrecer, emagrecer, emagrecer até se conseguir transformar numa mulher saudável e elegante. Pela primeira vez, em muito tempo, saiu do palácio.

 

Consegui participar antes da Ana de Deus lançar outro desafio . Foi por pouco.

Sonho num dia de Inverno

Desafio "Sonhamos ir por aí!"

Charneca em flor, 28.02.21

O dia acordou luminoso. Depois da chuva, o sol voltou a brilhar. Lá fora já se ouviam os passarinhos. Abri a janela. Apesar de ainda ser cedo, senti a carícia de uma temperatura amena.

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Pelo aroma a torradas e café acabado de fazer, percebi que o pequeno-almoço me esperava. Com prazer, deliciei-me com a leveza da espuma de leite no cappuccino.

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A relva verde do jardim convidou-me a aproveitar o sol do Inverno que findava para pôr as leituras em dia. Foi uma manhã muito agradável, espraiando-me numa cadeira confortável acompanhada por um bom livro. No ar já se notava o cheiro da iminência primaveril. Nos ramos despidos da ameixieira despontavam singelas flores, promessas de frutos suculentos. As plantas do jardim começavam a encher-se de folhas viçosas.

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Nem me apercebi que era chegada a hora do almoço. O ambiente estava propício para uma refeição na esplanada e a ementa não podia ser outra, peixe grelhado, acompanhado de um bom vinho branco. Às vezes, não é preciso ir muito longe para se vivenciar uma boa experiência.

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A tarde continuou amena, quase quente. Tão difícil acreditar que ainda era Fevereiro, o Inverno não tinha acabado mas a estação seguinte insinuava-se pé ante pé. O dia soalheiro levou-me a sair para uma caminhada. Passei por jardins repletos de flores, cheirosas frésias ou tímidas rosas. Ao longe, o contorno inconfundível da Serra do Montejunto. Será que teria coragem de subir até lá? Ao longo do caminho, campos cultivados, vinhas podadas, pinheiros e eucaliptos serviam-me de companhia. De vez em quando, o ladrar de um cão rasgava o silêncio característico da aldeia. As flores silvestres alegravam os campos numa sinfonia de cores. Em cada curva, descobria um novo pormenor num percurso já amplamente trilhado. E recantos nos quais nunca tinha reparado.

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Ao fim do dia, o corpo já estava cansado de tanto caminhar mas o céu presenteou-me com um maravilhoso entardecer colorindo-se dos mais ricos tons do ocaso. E ainda consegui ouvir o canto das cigarras que começavam a despertar.

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Neste tempo estranho que nos foi dado viver, é preciso usar a imaginação e transformar um pátio, uma varanda, um quintal, terraço ou mesmo uma marquise numa esplanada idêntica àquelas que estão, infelizmente, encerradas. Mesmo deliciosa espuma de leite e preparar um cappuccino idêntico aos que bebi nos inesquecíveis pequenos-almoços dos hotéis onde já estive quando era possível viajar. Se só podemos fazer pequenos passeios higiénicos, esse conceito novo, então porque não aproveitar para descobrir aquilo que nos rodeia e em que não reparamos na lufa lufa do quotidiano. Seja numa aldeia no sopé da Serra do Montejunto, numa grande cidade ou numa vila dos subúrbios. Agora que a pandemia nos impede de realizar sonhos grandiosos, porque não procurar as pequenas alegrias que se podem encontrar na mais curta distância?!

Aqui fica o meu convite para que descubram todas as maravilhas que vos rodeiam porque é possível encontrar beleza seja onde fôr. Só é preciso estar atenta.

 

A Cristina Aveiro desafiou-me, e a mais uma grupeta*, para escrever uma proposta de passeio para quando acabar o confinamento. No entanto, eu achei que o que seria interessante era propôr um passeio para o confinamento .  Pensei em destabilizar, portanto. Às vezes, o sonho está ao alcance da mão.

 

*Aqui está a grupeta desafiada

Oh da guarda peixe frito, a Concha, A 3ª Face, a Maria Araújo, a Fátima Bento, a Imsilva, a Luísa De Sousa, a Maria, o José da Xâ,  a Rute Justino, a Ana D., a Célia, a Charneca Em Flor,  a Gorduchita, a Miss Lollipop, a Ana Mestre a Ana de Deus, e a bii yue

Mundo Melhor, Ariana

Charneca em flor, 27.02.21

A minha última escolha recai sobre "Mundo Melhor" interpretada pela Ariana com música de Virgul, o autor convidado, que na letra contou com a colaboração de Alex d'Alva. Para além da bonita sonoridade e da voz quente de Ariana, realço a temática. Bem que precisamos de construir um mundo melhor.

Abre os olhos, imagina o amanhã
Há tanto mar por navegar
Soltar amarras é pra já
Se o que queremos pra nós
É sermos uma só voz
Compor um mundo melhor