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Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

Desafio de escrita dos Pássaros #5

Mais diabólico que o próprio Diabo

Charneca em flor, 11.10.19

 

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O meu tempo sobre esta terra tinha chegado ao fim. Quando dei por mim estava na mais completa obscuridade. A pouco e pouco, os meus olhos foram-se habituando à escuridão e nessa altura reparei que andavam por ali outras almas. Eu chegara ao purgatório.
O movimento das almas foi-me encaminhando para a frente daquela massa em eterno movimento. Só aí é que vi que havia, lá bem no fundo, um feixe de luz iluminando alguém que jazia de joelhos no chão.
Fiquei estarrecida quando percebi quem era. A alma que ainda não tinha encontrado o eterno descanso já tinha deixado a terra há mais de 70 anos. Deus e o Diabo discutiam, de modo exaltado, o seu destino eterno. Quem desencadeava a exaltação era Adolf Hitler.
Como quem não quer a coisa, aproximei-me e meti-me na conversa:
- Peço desculpa. Eu compreendo que Deus não queira este cavalheiro no céu mas não consigo conceber que ele não tenha tido entrada directa no fogo do inferno.
O Diabo olhou-me com os olhos em brasa:
- Charneca em Flor, ao seu dispôr. Se não se importam, eu gostava de dar uma achega à vossa discussão. Como devem saber, as acções deste homem provocaram muita dor e sofrimento a toda a humanidade. Ele conseguiu criar um verdadeiro inferno sobre a terra. Milhões de pessoas conheceram a face do mal pela mão de Hitler.
Diz-me o Diabo:
- Por isso mesmo é que eu não quero do meu lado. Ele conseguiu ser mais diabólico do que eu.
- Não me diga que tem receio que ele lhe roube o lugar?! Olhe bem para ele. É uma fraca figura.
Ele só conseguiu provocar aquele terror porque se rodeou de indivíduos ainda mais cruéis do que ele. É verdade que ele possuía, para além de um grande carisma, um poder que não é de desprezar, o poder da palavra. Ele fez discursos inflamados que incendiaram multidões. Só assim é que permitiram a sua ascensão até Chanceler da Alemanha, desencadeasse uma guerra mundial e que escrevesse uma das páginas mais negras da História. Sem o poder da palavra, Adolf Hitler teria sido inofensivo.
- Olha deste uma ideia…
A última vez que vi o Führer, ele era arrastado pelo Diabo e tinha o olhar mais assustado que eu já alguma vez vira. Imagino que os judeus tiveram o mesmo olhar quando começaram a perceber para onde caminhavam.

 

 

Esta semana, o tema proposto foi este

"Estás na fila para o purgatório e Hitler está à tua frente. Ninguém o quer aceitar e a fila não anda. Escreve a tua intervenção para convencer um dos lados a aceitá-lo"

Para descobrir como é que os outros participantes deram a volta a este tema, é só passar por aqui.

Polémica no Prémio Camões

Bolsonaro, assina ou não assina?

Charneca em flor, 10.10.19

Como partilhei aqui, Chico Buarque ganhou o Prémio Camões 2019. Este prémio é atribuído pelos governos de Portugal e do Brasil. É suposto que o galardoado recebe um diploma assinado pelos Presidentes dos 2 países. Marcelo Rebelo de Sousa já o assinou mas Bolsonaro não promete assinar o documento. Aliás, questionado por um jornalista sobre se ia assinar, responde “É segredo” (...) “Até 31 de Dezembro de 2026, eu assino.”

A polémica está lançada. Chico Buarque é apoiante do PT, esteve ao lado de Fernando Haddad nas eleições presidenciais e até visitou o ex-presidente Lula da Silva na prisão.

Já Chico Buarque não está minimamente preocupado. Sobre este assunto, afirmou  "a não assinatura do Bolsonaro no diploma é para mim um segundo Prêmio Camões”.

Ao que parece a parte do prémio monetário que cabia ao Brasil já foi entregue por isso o que interessa uma assinatura? O galardoado até agradece. Assim está tudo certo.

Premio Saramago 2019

Pão de Açúcar de Afonso Reis Cabral

Charneca em flor, 08.10.19

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Acabo de saber que Afonso Reis Cabral venceu o Prémio Saramago com o seu livro "Pão de Açúcar". A obra baseia-se no caso verídico do assassinato da transexual Gisberta em 2006.

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Nas palavras de Manuel Frias Martins, membro do jurí, 《trata-se de um “grande romance de um jovem autor de quem a literatura portuguesa se pode desde já orgulhar”. 》

Segundo Ana Paula Tavares, membro do júri do Prémio Saramago, o romance “lida com o espesso e confuso mundo da memória e retira do esquecimento acontecimentos que os jornais e os relatórios da polícia tinham tratado de forma redutora e parcial com silêncios e omissões que o autor se propõe aqui a revelar”.

Ainda não li este livro mas o seu romance "O meu irmão", Prémio Leya 2014, é um dos melhores livros que li na vida.

Fiquei muito feliz com a atribuição deste prémio. De certeza, que é merecido. Vou já tratar de trazer este livro para a minha colecção.

 

 

Desafio de escrita dos Pássaros tema #4

Beatriz disse que não. E agora?

Charneca em flor, 04.10.19

O que eu faço com este desejo que me incendeia as entranhas? Como é que ela me pôde dizer que não. Nós somos as melhores amigas há mais de vinte anos. Será que devia dizer que “éramos as melhores amigas"?


Beatriz disse que não. E agora?


Quando tínhamos 10 anos, fizemos um juramento de sangue. Dissemos que seríamos amigas até à eternidade. Que estaríamos sempre presentes na vida uma da outra. Quando uma de nós precisasse, a outra andaria por perto para dividir o fardo, por mais pesado que fosse. Um peso dividido torna-se sempre mais leve.


Beatriz disse que não. E agora?


Quando ela se apaixonou pela primeira vez, eu fui a primeira a saber. Quando ela ficou de coração perdido, foi no meu ombro que chorou. Eu estive sempre com ela. No momento em que conheceu aquele que seria “o tal", eu estava lá. No dia do seu casamento, eu chorei de emoção. Fui das primeiras pessoas a pegar nos seus filhos recém-nascidos. Eu via a Beatriz como a irmã que nunca tive e acreditava que ela sentia o mesmo.


Beatriz disse que não. E agora?


Eu penso que não lhe pedi um sacrifício assim tão grande. Ela disse-me que lhe pedi em demasia. Que a pergunta que lhe fiz, ultrapassava os limites da amizade. Para ela, os seus desejos concretizaram-se com tanta facilidade mas, para mim, este problema é uma barreira intransponível sem a sua ajuda.
O que eu faço com todos os meus sonhos? Com os planos que fiz na certeza do seu “sim" que, afinal, nunca chegou.


Beatriz disse que não. E agora?


Como é que eu vou realizar este meu anseio? Afinal, eu só pedi o seu ventre emprestado. O seu útero fértil que já acolheu 3 bebés maravilhosos que eu amo como se fossem meus. Eu só queria uma derradeira prova do seu amor fraternal e da sua amizade. Eu só queria sentir, tal como ela a felicidade plena do amor maternal. Mas…


Beatriz disse que não. E agora?


O que eu faço, sem útero, sem filhos, sem o consolo da sua amizade?


Dedicado a todos os projectos de maternidade e paternidade que nunca se concretizaram.

Aqui fica a minha participação no Desafio de escrita dos Pássaros para esta semana. Para descobrirem os outros textos é só passarem por aqui

A filha devolvida, Donatella di Pietrantonio

Charneca em flor, 29.09.19

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Li este livro em pouco mais de uma semana. Comprei-o por impulso. Não sei o que me chamou mais a atenção. Se foi o facto de se tratar de uma autora italiana (um dos meus países preferidos), se foi o título ou a foto escolhida para a capa. Os olhares destas duas jovens são verdadeiramente magnéticos. Seja qual tenha sido o motivo para ter pegado nele, valeu muito a pena. A história tem tanto de candura como de dureza. A articulação da história é cativante. Na primeira "cena" deste romance, escrito na primeira pessoa, encontramos uma adolescente de 13 anos que acabara de descobrir foi  criada por um casal que, afinal, não eram a sua verdadeira família. Em simultâneo, a jovem é devolvida à família biológica, alegamente, por solicitação desta. Logo nos primeiros momentos, a jovem percebe que isso não deve ser a verdadeira razão da sua devolução. Depois de 13 anos de uma vida confortável e privilegiada, vê-se no meio de uma família numerosa, pobre e que não parece desejá-la. A relação com Adriana, a irmã mais nova que a recebe com alegria, e com o irmão mais velho, Vincenzo, vão-lhe dar forças para aguentar aquele novo ambiente e para continuar a tentar descobrir qual é o seu lugar no mundo e a perceber a verdadeira história da sua vida.

Este romance só tem um defeito. Quando acabou, fiquei com vontade para continuar a acompanhar a vida da jovem narradora e da sua pequena, e voluntariosa, irmã Adriana.

"Imobilizámo-nos diante uma da outra, tão sós e próximas, eu mergulhada até ao peito, ela até ao pescoço. A minha irmã. Como uma flor improvável, que despontara num pequeno grumo de terra preso a uma rocha. Com ela, aprendi a resistência. Hoje, somos menos parecidas fisicamente, mas a nossa noção de termos sido atiradas para o mundo permanece igual. A cumplicidade salvou-nos."

 

P.S - Ao ler esta autora italiana, fiquei cheia de saudades das personagens da Elena Ferrante. Está a chegar a altura de ler o último volume da tetralogia d' "A amiga genial".

Ai, a Língua Portuguesa

Charneca em flor, 28.09.19

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Eu sou uma pessoa que aprecia a Língua Portuguesa. É por isso que gosto de ler e escrever. Gosto, particularmente, que a nossa Língua seja bem escrita e bem falada. Devido à minha participação no Desafio dos Pássaros, tenho-me apercebido que o meu vocabulário poderia ser mais extenso. Afinal, a Língua Portuguesa possuí milhares de palavras. Bem que eu podia utilizar muitas palavras do que aquelas que utilizo habitualmente.

Esta introdução serve para vos descrever uma cena caricata a que assisti há pouco. Eu estava a chegar a casa e assisto a um reencontro entre 2 jovens, provavelmente amigos. Um deles tinha chegado de carro acompanhado de um outro rapaz. Aquele que o esperava, depois dos cumprimentos iniciais (que incluiram a fórmula preferida dos jovens: "Então, puto?!"), diz para o que tinha chegado de carro, e referindo-se ao acompanhante:

- Ele fala tuga? Ou só inglês?

Fiquei estupefacta. Desde quando é que falar português passou a ser falar tuga?!

Desafio de escrita dos Pássaros tema#3

Alegria contida

Charneca em flor, 27.09.19

Esta semana, o desafio foi escrever sobre uma aventura ou um momento marcante. Para acompanharem todo o desafio, é só passarem por aqui. Aqui está o meu contributo.

 

Todos anos, em Setembro, recordo, com carinho, um dos momentos mais felizes da minha vida.
O Verão de 1992 foi, para mim, o mais longo de sempre. Durante esses meses esperei, ansiosamente, pelos resultados do concurso de acesso ao ensino superior. Todos aqueles que me eram próximos, família e amigos, davam-me força fazendo-me acreditar que o meu ingresso no ensino superior era quase certo mas, parte de mim, receava que eles não tivessem razão.
Nesse ano distante, a internet ainda não tinha sido democratizada. Aliás , a rede que comanda a nossa vida, pouco mais era que uma criança. Por isso, nos idos de 90, os candidatos a universitários tinham que se deslocar à sede do distrito e procurar o nome nas pautas de colocação.
Assim, no dia marcado pela manhã, eu e as minhas amigas lá fomos, alegremente, de autocarro até Santarém. Os resultados eram afixados no Instituto Politécnico. Era preciso andar um bom bocado a pé, e a subir, para lá chegar. A nossa excitação nem nos deixava sentir o cansaço. Lá chegadas, foi cada uma procurar o seu nome.
Ainda consigo sentir a mesma emoção que me invadiu naquele momento em que li a palavra “colocado" à frente do meu nome. Com o coração aos pulos, fui procurar as minhas amigas Infelizmente, só uma delas, a Catarina*, é que tinha entrado. Eu e ela nem sabíamos como agir. Afinal, nós queríamos extravasar a alegria por termos conseguido realizar o nosso sonho mas isso contrastava com a desilusão de quem não tinha alcançado esse objectivo. Nós tínhamos vontade de chorar de alegria mas havia outros rostos molhados com lágrimas de desgosto. Eu e a Catarina* tentámos controlar a nossa euforia para não as magoarmos.
A viagem de regresso pareceu mais demorada que o normal. Faltava a alegria despreocupada da manhã. Só quando chegámos à nossa terra, e conseguimos ficar sozinhas, é que demos largas à nossa felicidade. Corremos até à minha casa, que era mais perto para contarmos à minha mãe. Eu tive a ideia de lhe pregar uma partida dizendo que não tínhamos entrado. Ainda tentámos “mentir" mas, assim que chegámos à porta, desatámos a rir desalmadamente como só se consegue rir aos 18 anos. A minha mãe nem precisou de perguntar porque descobriu, facilmente, a resposta. E foi ali, na soleira da porta, que pudemos libertar a alegria que tinha estado contida durante todas aquelas horas.

*Nome fictício, personagem real

 

Desafio de escrita dos Pássaros #2

É só um estalo

Charneca em flor, 20.09.19

A minha história começou há alguns anos. Nunca fui muito namoradeira. Durante a adolescência preferia ficar a estudar ou a ler do que sair com as minhas amigas. Como era muito introvertida, tinha alguma dificuldade em conversar com os rapazes sem ficar corada. Na faculdade, tornei-me um pouco mais sociável. O ambiente académico fez com que eu me libertasse da minha timidez e até tive alguns namoros mas nunca tive muita experiência amorosa.
Quando comecei a trabalhar, conheci aquele que seria o meu marido. Eu tomava café sempre na mesma pastelaria. Ele também. A dada altura, os nossos olhares cruzaram-se. Nunca pensei que aquele homem lindo reparasse em mim. Mas, para minha surpresa, ele não só reparou em mim como me convidou para jantar. Ele era muito sedutor e eu apaixonei-me loucamente. Daí até começarmos a namorar e ele fazer o “pedido", passaram muito poucos meses. Eu estava encantada mas a minha família, e os meus amigos, achavam que eu estava enfeitiçada. Todos me aconselhavam em não embarcar num casamento tão depressa. Afinal, eu conhecia-o muito mal e não sabia nada do seu passado.
Umas semanas antes do casamento, durante uma discussão, ele deu-me um estalo. Eu não contava com aquela atitude e fiquei sem reacção. Mal eu sabia que aquilo era só o início. Com o casamento, tudo piorou. A pouco e pouco, ele conseguiu afastar-me da minha família e dos meus amigos. Ele insistia para que eu ficasse grávida. Como também tinha esse desejo, deixei de tomar a pílula. Na minha ingenuidade, acreditava que um filho o iria suavizar. Não podia estar mais enganada. As discussões e a violência foram crescendo. Mesmo durante a gravidez, ele não teve qualquer pejo em bater-me. Podem perguntar: “Mas porque é que não o deixaste?”. Não tenho uma resposta para essa pergunta. A verdade é que ele me fazia acreditar de que, de certa forma, eu era a culpada.
Quando ele bateu na nossa filha, fez-se luz. Aquilo não podia continuar. Resolvi deixá-lo mas ele apanhou-me a fazer as malas. Nesse momento, a minha vida acabou. Literalmente. Ele espancou-me até à morte.
Agora estou aqui, gelada, neste caixão rodeada pela minha família e pelos meus amigos. Queria pedir-lhes desculpa por não ter acreditado neles mas eles não me conseguem ouvir.
Tudo começou com aquele primeiro estalo que eu perdoei. Porque nunca é só um estalo. É por aí que tudo começa.

 

Aqui está a minha participação no Desafio de Escrita dos Pássaros. Num registo mais sério do que na semana passada.

Paolo Cognetti, "As oito montanhas"

Charneca em flor, 16.09.19

As-Oito-Montanhas.jpgNão me lembro quando é que comprei este livro. Possivelmente foi depois de alguma das minhas viagens à Itália, para matar saudades da cultura italiana. Neste romance há 3 personagens principais, no meu entender, Pietro, Bruno e a montanha. A acção desenrola-se desde a infância dos 2 homens, passando pela adolescência e até à vida adulta. Conhecem-se numa aldeia, no sopé do Monte Rosa, nos Alpes. Pietro vive com os pais em Milão. Os pais têm, ambos, paixão pela montanha que foi onde se conheceram e alugam uma casa na aldeia de Grana para passarem o Verão. E é assim que Pietro e Bruno se conhecem. Juntos exploram a montanha, ao longo dos vários verões que Pietro passa na aldeia e constroem uma relação fraternal, entre eles e com a montanha, que se estenderá pela vida fora, apesar de alguns anos de afastamento.

O próprio autor tem uma relação privilegiada com a montanha já se divide entre a cidade e uma casa a 2000 metros de altitude.

O livro "As oito montanhas" é uma obra bela e encantadora que não se consegue parar de ler. A linguagem, apesar de ser em prosa, é poética, de uma certa forma. As descrições de Paolo Cognetti transportam-nos para a montanha e sentimo-nos  também nós, a subir à montanha. Se te sentes fascinado pela imensidão, pela dureza, pela resistência da montanha e acreditas no poder da amizade, este é o livro indicado para ti.

"Talvez fosse verdade, como afirmava a minha mãe, que cada um de nós tem uma cota predileta na montanha, uma paisagem que lhe agrada mais e onde se sente bem. A sua era o bosque dos 1500 metros, de abetos e larícios, à sombra dos quais crescem o mirtilo, o zimbro e o rododendro e se escondem os cabritos-monteses. Eu era mais atraído pela montanha que vem a seguir: pradaria alpina, torrentes, turfeiras, ervas de altitude, animais no pasto. Mais acima a vegetação desaparece, a neve cobre tudo até ao começo do verão e a cor prevalecente é o cinzento da rocha, com veios de quartzo e tendo incrustado o amarelo dos líquenes. Ali começava o mundo do meu pai."

Que venha o próximo

Charneca em flor, 15.09.19

Ainda não consegui ler todos os textos do Desafio de escrita dos Pássaros mas estou encantada. É tão engraçado ver as várias formas de dar à volta ao tema "Problemas, só problemas". Uns foram pelo lado do humor, outros trataram o tema de forma mais séria. Há quem tenha dissertado sobre a dificuldade do tema, há quem tenha recuado às memórias da infância e até apareceu uma blogger que apresentou, efectivamente, 2 problemas matemáticos. Enfim, já dá para perceber que há muito talento por essa blogosfera fora. 

Eu, por mim, estou ansiosa para que chegue o próximo tema . Até lá pode-se seguir a publicação dos "Problemas, só problemas" aqui.