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Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

30
Abr18

Uma citação por semana #18

Charneca em flor

"Não eram ciúmes, amor, mas sim exigência da tua plenitude, da tua totalidade. Agora já te arei inteira, semeei-te inteira, abri-te e fechei-te, agora és minha. Para sempre!"

 

                                                                                           Pablo Neruda, Cartas de Amor

23
Abr18

Uma citação por semana #17

Charneca em flor

Na semana em que se comemora os 44 anos da Revolução dos Cravos, um poema de Manuel Alegre, uma das maiores vozes que cantaram a liberdade

 

Abril de Abril

Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.

Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.

Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.

Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.

Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.

Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.

Manuel Alegre

16
Abr18

Uma citação por semana #16

Charneca em flor

Nisto, avistaram trinta ou quarenta moinhos de vento que há naquele campo e, logo que D. Quixote os viu, disse ao escudeiro:

- A boa sorte guia as nossas coisas melhor do que poderíamos desejar; porque vês além, amigo Sancho Pança, onde se avistam trinta ou pouco mais descomunais gigantes, com que tenciono travar batalha e tirar a vida a todos, com cujos despojos começaremos a enriquecer; pois esta é uma guerra justa e um grande serviço a Deus tirar tão má semente da face da terra.

- Que gigantes? - disse Sancho Pança.

- Aqueles que ali vês - respondeu o amo - de braços compridos, que alguns costumam ter braços de quase duas léguas.

- Olhe vossa mercê - respondeu Sancho - que aqueles que além se vêem não são gigantes, mas moinhos de vento, e o que neles parecem braços são as velas que, movidos pelo vento, fazem girar a pedra do moinho.

- Bem se vê - respondeu D. Quixote - que não tens experiência de aventuras; eles são gigantes; e, se tens medo, sai daí e põe-te a rezar enquanto vou atacá-los numa feroz e arriscada batalha.

                                  Miguel de Cervantes, D. Quixote de la Mancha

 

Na vida, seremos mais D. Quixote ou mais Sancho Pança?

02
Abr18

Desafio Uma citação por semana #14

Charneca em flor

O vento abria caminho por entre as folhas e saía das árvores completamente carregado com um perfume de botões e flores. As pessoas andavam um pouco mais depressa e respiravam com mais força porque havia ar em abundância.

                             Boris Vian in L' Écume des Jours

 

Uma citação de um autor francês para assinalar o início de mais uma aventura por terras gaulesas.

19
Mar18

Desafio "Uma citação por semana" #12

Charneca em flor

Antes de um lugar há o seu nome. E ainda

a viagem até ele, que é um outro lugar

mais descontínuo e inominável.

                            Maria do Rosário Pedreira in Poesia Reunida

 

Maria-do-Rosário-Pedreira-foto-de-Aurélio-Vasque

 

 

Maria do Rosário Pedreira é uma das figuras mais conceituadas do meio editorial português. Foi uma das responsáveis pelo aparecimento pela maioria dos escritores contemporâneos. Actualmente trabalha na Leya. O seu livro Poesia Reunida juntou os 3 livros de poesia que publicou bem como um conjunto de poemas inéditos. Este livro acompanhou-me na minha aventura nórdica. Maria do Rosário Pedreira também tem escrito letras para vários artistas portugueses como António Zambujo, Aldina Duarte, Ana Moura, Carminho entre outros. Para além do seu inegável talento quer na poesia quer na edição, é uma pessoa muito simpática que já tive a oportunidade de conhecer pessoalmente numa Feira do Livro. E também tem a infinita paciência de me responder quando lhe envio um email como também já tem acontecido. Por tudo isto, não podia faltar neste desafio a que propus.

12
Mar18

Desafio "Uma citação por semana" #11

Charneca em flor

Existe um infinito fascínio em manusear blocos baços de cobertura em bruto, raspá-los à mão- nunca uso misturadoras eléctricas - para grandes tachos de cerâmica, depois derreter, mexer, testar cada passo meticuloso com o termómetro de açúcar até que uma dose suficiente de calor tenha sido aplicada para operar a mudança. Existe uma espécie de alquimia na transformação do chocolate em bruto neste ouro de um louco sábio, a magia de um leigo que até a minha mãe poderia apreciar. Ao trabalhar, limpo a mente, respirando fundo.

                                       Joanne Harris in Chocolate

 

Um dos livros mais saborosos que já li.

05
Mar18

Desafio "Uma citação por semana" #10

Charneca em flor

"Eu sou outra em mim mesma

E sou aquela

 

Sou esta 

dançando sobre as lágrimas

 

Sou gozo

no gosto de ser espelho

e me faz multiplicar em todo o lado"

                             Auto-Retrato, Maria Teresa Horta

 

A liberdade e a condição feminina sempre foram os temas centrais da obra de Maria Teresa Horta. Uma voz sempre activa na defesa das mulheres mesmo durante a ditadura portuguesa.

No poema Auto-Retrato, de que hoje partilho alguns versos, está patente a multiplicidade de papéis, as várias naturezas que as mulheres têm na sociedade. 

Uma homenagem a todas nós nesta semana em que se assinala o Dia Internacional da Mulher.

 

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26
Fev18

Desafio "Uma citação por semana" #9

Charneca em flor

O distante perde distância quando se vai lá. Os lugares mais longínquos são aqueles onde nunca se esteve. Quando já se foi a um lugar, mesmo que seja preciso atravessar o planeta, fica a saber-se que é possível fazer esse caminho. Deixa de pertencer ao desconhecido sem detalhes, ganha formas imprevistas. Há vida lá como há vida aqui.

                                    José Luís Peixoto, O Caminho imperfeito

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