Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

Desafio de escrita dos Pássaros #1

Antes os meus problemas do que os dos outros

Charneca em flor, 13.09.19

Sofia não conseguia adormecer. O dia tinha sido muito complicado. No emprego tinha tido uma grande discussão que tornara o ambiente pesado. Quando chegou ao carro, descobriu que alguém lhe tinha amolgado o pára-choques e nem se tinha dignado a deixar o contacto. O marido estava cada vez mais acomodado e as suas noites eram rotineiras e pouco românticas. Desabafara as suas mágoas no blogue e, agora, suspirava ao olhar para as vidas perfeitas do Instagram. Ela dava tudo para ter um quotidiano, assim, glamoroso.
De repente formou-se uma névoa à volta do seu telemóvel de onde surgiu um belo jovem, igualzinho ao Lourenço Ortigão.
- Boa noite. Eu sou o génio do Instagram. Estou aqui para realizar os teus desejos.
Sofia estava estupefacta. Olhou para o lado para ver se o marido tinha acordado mas ele dormia tão profundamente que até ressonava.
- Mas, mas… isto não pode estar a acontecer. Nunca ouvi falar de um génio do Instagram.
- Eu só apareço em situações especiais. Afinal, o que é que precisas para ser feliz?
Sofia ficou muito atrapalhada.
- O que eu mais desejo é viver uma vida como estas que aparecem no Instagram.
- Tens a certeza? Então assim seja.
Sofia acordou para um novo dia. O seu quarto estava perfeito, sem sinais da desarrumação habitual, O marido aparece com um tabuleiro. Quer dizer parece o marido dela, Gonçalo, mas está diferente, com um físico invejável.
- Então, dorminhoca? Estamos atrasados para o ginásio. Tens aqui a tua granola. Hoje temos um dia cheio.
Mas quem é este? O Gonçalo nunca pôs um pé num ginásio, pensou Sofia. Nem queria acreditar no que ouvia
Mas isto foi só o princípio. Sofia entrou numa roda-viva de treinos, encenação de stories para a sua página de Instagram, fotos e mais fotos em poses impossíveis para alimentar a ânsia voyeurista dos seus mais de 20 mil seguidores. Não sabia quanto tempo iria aguentar naquela montanha-russa.
- Acorda, Sofia. Estás a ter um pesadelo. – Sofia acordou com Gonçalo a abaná-la.
- O que aconteceu? – acendeu a luz e olhou em volta. Estava, novamente, no seu quarto de sempre.
Tinha sido um sonho, ou melhor, um pesadelo. Ainda bem. A vida de Instagram não era para ela. Mal por mal, preferia a sua vida anónima e verdadeira mesmo com problemas. E já não aguentava comer panquecas durante mais tempo.

 

No que é que me fui meter?!

Charneca em flor, 08.09.19

21542387_toGhe.png

Imagem daqui

Como tenho muito tempo livre , aderi ao Desafio dos Pássaros. Quando vejo um desafio, não consigo resistir. Tenho que me inscrever . Só percebi que o desafio se estendia por 17 loooongas semanas depois de me ter inscrito. Devo ter lido as regras na diagonal. Agora o mal já está feito . O Desafio dos Pássaros consiste num desafio de escrita. Todas as semanas será lançado um tema. Gosto muito de escrever mas, às vezes, falta-me a inspiração. Por isso este desafio é "ouro sobre azul". Os textos com que participarei no desafio serão publicados aqui no "Livros de Cabeceira e outras histórias" porque faz mais sentido do que no "O Voo da Garça"  Esta semana já escrevi um texto para explicar porque é que me inscrevi no desafio. 

Aqui está o primeiro andamento do desafio:

Quando comecei a ler e a escrever, abriu-se um novo mundo para mim. Foi assim que comecei a viajar, através das histórias que lia. Ler era, de longe, a minha actividade favorita.
Todas as horas que passei a ler ajudaram-me muito no meu desempenho escolar. Adorava quando tinha a tarefa de fazer uma composição. As minhas composições eram, frequentemente, elogiadas. Foi assim que fui adquirindo gosto pela escrita. Aliás, como era muito tímida, a escrita foi-se tornando um escape. Ainda devem existir, em casa da minha mãe, folhas e folhas com as minhas histórias e os meus poemas. Na adolescência foi surgindo, na minha cabeça, o sonho de me tornar escritora e publicar livros como aqueles que eu lia compulsivamente. Esse sonho levou a que me tivesse sentido indecisa entre as Letras e as Ciências quando surgiu a altura de decidir o meu futuro académico. As Ciências venceram este duelo quer porque também gostava muito dessa área quer por motivos bem prosaicos. Sempre me pareceu que a empregabilidade na área científica seria superior. Nunca me arrependi dessa escolha porque gostei muito do meu curso e sou muito feliz na minha profissão. No entanto, o sonho da escrita nunca se extinguiu por completo. Nesta fase da vida, já percebi que a minha escrita não tem qualidade suficiente para publicar um livro mas continuo a gostar muito de escrever.
Quando comecei a ouvir falar dos blogues vi aqui uma óptima oportunidade para dar largas à minha paixão pela escrita. Infelizmente, nem sempre tenho tempo para escrever tanto quanto gostaria. O stress do dia-a-dia acaba por afectar a minha imaginação e, ao longo do dia, lembro-me de temas interessantes sobre os quais escrever mas, quando estou perante a página em branco, a inspiração acaba por me fugir. Ora quando, nos meus passeios pela blogosfera, encontro algum desafio, fico logo entusiasmada. É uma oportunidade de me pôr à prova, de ultrapassar as minhas limitações, tentar dar o meu melhor e viver intensamente a minha paixão pela escrita.

A vida no campo vol II - Os anos da maturidade, Joel Neto

Charneca em flor, 01.09.19

cp_a_vida_no_campo_os_anos_da_maturidade_low.jpg

Antes de começar este post, fui consultar o arquivo do blogue para ver se tinha escrito sobre o 1o volume de "A vida no campo". Descobri 2 coisas. Primeiro descobri que não partilhei convosco as minhas impressões sobre esse livro mas descobri que as histórias de Joel Neto têm acompanhado as minhas férias desde 2017. Em Agosto de 2017 li "Arquipélago" e em Agosto de 2018 terminei de ler "Meridiano 28". Nestas férias que agora ter terminam li as maravilhosas crónicas de "A vida no campo". Curioso, não é? Joel Neto transporta-me para o encantador universo das ilhas açorianas. A minha primeira viagem de avião foi até aos Açores e foi uma viagem inesquecível.

"A vida no campo" reúne crónicas, originalmente publicadas no Diário de Notícias, sobre a vida de Joel Neto depois de voltar às origens, ou seja, depois de regressar à sua ilha natal. Em 2012, Joel Neto deixou a sua vida em Lisboa e foi viver, com a mulher, a tradutora Catarina Ferreira de Almeida, para a Ilha Terceira. As pessoas que vivem na sua aldeia, e que fazem parte das suas recordações, são a principal fonte de inspiração para as suas fantásticas crónicas. Mas também as suas conquistas no jardim que vai construindo com a ajuda dos amigos. E as pequenas coisas do dia-a-dia, uma fatia de pão de milho, as árvores, as flores, os passeios com os cães, todos são personagens dos pequenos episódios d' "A vida no campo". 

As histórias de Joel Neto são tão mais ricas quanto mais singelas. Transparecem uma felicidade que só é possível a quem ousa viver num contacto íntimo com a natureza mas também com os outros. As crónicas d' "A vida no campo" são pequeninas jóias da literatura.

"Lugar de Dois Caminhos

Sábado, 1 de Setembro

(...)

Uma figueira. Enorme e tentacular - suportada por estacas, já, nos seus ramos mais gordos e trémulos. Em quantas mesas de jantar terão estado os seus frutos, os dela e os das suas crias? A quantos aniversários terão assistido? E nascimentos? E casamentos? E divórcios? De quantos momentos de alegria esfuziante terão partilhado? De quantas tragédias? De quantos silêncios lentos e irreparáveis? Poderiam  as amoras das minhas amoreiras partilhar desses momentos? Poderia eu plantar uma figueira igual e ainda ir a tempo de subsistir dela?

Sempre deram boas parábolas, as figueiras - nem Jesus Cristo resistiu.

(...)"

 

Livros que não são bons para ter na cabeceira

Charneca em flor, 29.08.19

Ora espreitem ali ao lado os livros que ando a ler.

Já viram?

Repararam no ebook? Pois. Ora como fui à Transilvânia, achei que o Drácula de Bram Stoker era a leitura ideal. Encontrei esta versão no Google Play Livros. Infelizmente, a tradução é em português do Brasil mas enfim é o que se pode arranjar.

transferir.jpeg

Acontece que deixei o livro do Joel Neto no saco da praia que ficou no carro. Então ontem à noite fiz 2 coisas que nunca se devem fazer se queremos ter uma boa higiene do sono. Primeiro que tudo, deve-se evitar a luz dos ecrãs se queremos adormecer com facilidade. E segundo, se calhar ler uma história de terror, se formos muito susceptíveis, à hora de deitar é capaz de dar origem a uma noite agitada. E foi o que aconteceu. Devo ter tido muitos pesadelos porque acordei a gritar várias vezes. Ou melhor, o A. é que acordou e depois despertou-me do pesadelo.

Por isso, ou desisto do Drácula ou vou só ler à luz do dia. Aí pelas 2h da tarde.

Parabéns, Zeca Afonso (2/8/1929-23/02/1987)

Charneca em flor, 02.08.19

 

Se fosse vivo, faria hoje 90 anos. Zeca Afonso foi o autor de algumas das mais belas canções da música portuguesa. É mais conhecido pelo seu activismo, por ser um cantor de intervenção e porque a sua "Grândola, Vila Morena" entrou para a História por ter sido uma das senhas do Movimento das Forças Armadas que levou a cabo a Revolução dos Cravos. Mas nem só de canções de intervenção vive a sua obra que perdura até hoje. É quase impossível ter crescido no pós-25 de Abril e não ter crescido com a sua música. Faz parte do imaginário daqueles que têm, hoje 40/50 anos.

Muitas das suas canções têm letras escritas por ele. Na minha opinião, para além da sua sonoridade típica, os seus poemas são excepcionais. Como este  por exemplo

Dorme meu menino a estrela dàlva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será pra ti

Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar

Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor

Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme quinda à noite é muito menina
Deixa-a vir também adormecer

 

 

"Quem assim falou", José Jorge Letria

Charneca em flor, 28.07.19

Quem-Aim-Falou.jpg

Este livro andava cá por casa há uns anos. Comprei numa promoção e depois nunca mais lhe peguei. Dei com ele, inesperadamente, e resolvi lê-lo. O autor, José Jorge Letria, reuniu um conjunto de "Grandes frases de todos os tempos", ou seja, frases marcantes que entraram no nosso discurso mas que, muitas vezes, nem fazemos ideia de quem as pronunciou pela primeira vez. Neste livro, cada entrada corresponde a uma frase com um pequena biografia do autor e do contexto em que a frase foi pronunciada pela primeira vez. No caso das frases mais antigas não há certezas absolutas do autor por isso a mesma frase pode ter sido atribuída a pessoas diferentes. Achei o livro muito interessante até porque gosto de usar estas frases clássicas e considero uma lacuna grave no meu conhecimento usar frases sem saber de onde vieram. Não sei se o livro ainda é vendido mas é  muito interessante. Talvez se encontre em bibliotecas públicas, por exemplo.

É muito difícil escolher uma destas frases para ilustrar este post. Vou optar por uma que não conhecia mas que me parece um exemplo de humildade e sentido autocrítico:

"Ninguém é herói para o seu criado de quarto

Em relação à literatura e às artes em geral, é frequente dizer-se, para se salvaguardar o talento ou mesmo a genialidade dos criadores, que o importante é conhecer a obra e não o autor e a sua vida. Deste modoevidencia-se a noção de que os hábitos quotidianos das grandes figuras, desde que observadas de perto, retiram inevitavelmente brilho ao que elas fazem e representam.

Talvez por isso a famoxa cortesã francesa Madame de Sévigné tenha escrito numa das cartas da sua profusa correspondência: 《Não existe um grande homem para o seu criado de quarto.》Com efeito, quem conhece de muito perto o adormecer e o despertar do seu amo, as suas baixezas e contradições morais, as traições e os ódios que lhe pontuam a vida, dificilmente pode admirar sem limites aquele que serve.

A frase, pela sua carga crítica e pela profundidade psicológica, foi entretanto utilizada por estadistas e escritores. Luís II de França, ao ser bajulado pelos seus cortesãos, terá respondido algo do género: 《Se assim achais, ide perguntar ao meu criado de quarto.》"

A Imortal da Graça, Filipe Homem Fonseca

Charneca em flor, 17.07.19

Filipe Homem Fonseca é escritor, dramaturgo, realizador, músico, ou seja, é o homem dos 7 instrumentos mas é mais conhecido pelo seu talento para escrever humor já que foi argumentista de Herman Enciclopédia, Contra-Informação ou Conversa da Treta. Para além disso, Filipe Homem Fonseca já publicou poesia e romances. Este "A Imortal da Graça" não é um livro de humor mas está carregado de ironia. A acção passa-se no bairro, lisboeta, da Graça o qual está, tal como toda a cidade, em obras e invadido por turistas. Os seus habitantes sentem-se entrincheirados com a sensação de que não conseguem sair do bairro. Entre as pessoas que têm, ainda, o privilégio de viver num bairro típico encontramos várias senhoras idosas que "lutam" pelo apetecível título de "a mais velha" do bairro. Nem que tenham que acelerar a viagem final das que são mais velhas. A relação entre estas idosas obedece à velha máxima "a idade é um posto". 

"A Imortal da Graça" conta uma história actual que aborda a pressão turística e imobiliária que Lisboa tem sofrido nos últimos anos, as obras constantes, as dificuldades que enfrentam aqueles que não desistem de viver na cidade mas também o abandono a que os idosos estão sujeitos. Não é uma obra intemporal mas é um livro que guarda, nas suas páginas, este momento particular da história da cidade de Lisboa. Um livro indicado para todos aqueles que amam a cidade de Lisboa e que apreciam uma certa ironia subtil na qual Filipe Homem Fonseca é mestre.

Sinopse:

"A idade é um posto e as mulheres do bairro lutam entre si pelo título da mais velha. Graça, jovem com o mesmo nome do bairro onde habita, é dama de companhia da número um, senhora centenária; só assim pode morar na Lisboa das rendas ridiculamente altas. Actores famosos de Holywood aguardam o despejo ou a morre de mais um residente para poderem ocupar-lhe a casa. Gabriel ganhou o Euromilhões mas as obras de renovação do bairro formam um muro que o impede de sair e reclamar o prémio. Embeiçou-se por Graça e quer levá-la a jantar. Graça não quer sair; Gabriel não quer ficar. Do choque entre estas vontades nascerá a tragédia. A execução em câmara lenta prepara-se no palco feito de escombros. Uma cidade eternamente a arranjar-se para sair daqui, de si própria."

Sophia de Mello Breyner Andresen, Isabel Nery

Charneca em flor, 21.06.19

sophia.jpg

Como já tenho escrito por aqui, gosto muito de biografias. Assim que descobri que este livro ia sair, resolvi logo que ele viria morar cá para casa. E não me arrependi. Este livro é um excelente trabalho da jornalista Isabel Nery. Percebe-se que fez uma extraordinária investigação para percebermos quem foi esta figura maior da cultura portuguesa do século XX. Para fazer este livro, Isabel Nery procurou as origens de Sophia chegando ao ponto de ir à ilha onde o seu bisavô Jan Andresen nasceu e de onde saiu na viagem que terminou, inesperadamente, no Porto. Nesta obra, descobrimos que Sophia foi, ao mesmo tempo, humana e divina. O livro aborda as origens, como já disse, a ligação com o mar, com a Grécia, a relação com a família incluindo a relação com Francisco Sousa Tavares e com os filhos, com os amigos, com outros escritores e a sua intervenção cívica e política. 

Este livro reforçou a minha convicção de que Sophia de Mello Breyner Andresen foi uma pessoa especial. Para além do seu talento, amplamente conhecido, encontrei uma personalidade peculiar, uma mulher, ao mesmo tempo forte e frágil, e que dominou a língua portuguesa como ninguém. 

Esta obra devia ser de leitura obrigatória para todos os portugueses, especialmente neste ano em que se comemora o centenário do seu nascimento.

"Mais do que um lugar, a Grécia passou a ser um estado de espírito. Uma explicação. Ao ponto de amigos e confidentes como frei Bento Domingues afirmarem que Sophia era composta por mar e cultura grega.

De facto, dificilmente se compreenderá a relação simbiótica entre ética, estética, poder e a poesia de Sophia sem rumar à Grécia. Agora não tanto ao território geográfico da luz pura, que idealiza, mas ao legado helénico da cultura que Homero, considerado o educador de todos os poetas, deixou ao Ocidente."

"E 《O Poeta》:

O poeta é igual ao jardim das estátuas 

Ao perfume do Verão que se perde no vento.

Veio sem que os outros nunca o vissem

E as suas palavras devoravam o tempo."

               Os Poetas, Sophia de Mello Breyner Andresen 

 

Eu comprava...

Charneca em flor, 12.06.19

Aqui há dias, enquanto atendia uma das minhas utentes, falávamos de coisas que nada tinham a ver com medicamentos. Veio à baila uma biografia de uma pessoa conhecida da terra bem como o falecimento de Agustina Bessa-Luís. Comentei que gosto muito de biografias e que estava a ler a biografia de Sophia de Mello Breyner Andersen. A dada altura digo eu: "Porque é que a senhora não escreve uma auto-biografia?! A senhora deve ter tido uma vida bem interessante (e teve, de facto, porque, através da profissão do seu falecido marido, viveu em vários países e deve ter conhecido pessoas  muito interessantes.)."

Ao que ela responde: "ah, não, nem pensar. Não se esqueça que eu fui casada com um escritor durante 35 anos. Escritora é que nunca seria."

"Que pena. Eu comprava a sua biografia" - disse eu.

"Eu escrevo mas só para mim. De resto já há muita gente a escrever livros. Não é preciso mais uma"

Olhando para as prateleiras dos bestsellers, tenho que concordar com esta sábia senhora. Há demasiadas pessoas a publicar livros. 

A verdadeira influência de Madonna

Charneca em flor, 11.06.19

Por aquilo que me apercebi, o novo disco da Madonna ainda não está disponível por completo nas plataformas de streaming. Também não sei se já está à venda. Confesso que tenho alguma curiosidade já que a artista diz que as experiências que viveu em Lisboa e em Portugal a inspiraram neste novo trabalho. Já ouvi as 3 músicas que foram divulgadas e, sinceramente, não dei por nenhuma inspiração lusa ou mesmo lusófona. Até aceito que o defeito seja meu tendo em conta que não sou grande entendida. No entanto, ontem, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, fez-se luz na minha cabeça 

CollageMaker_20190610_220447889.jpg

Madonna faz uma homenagem ao nosso maior poeta. Entra pelos olhos dentro