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Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

A Luz, Stephen King

Charneca em flor, 19.10.21

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Não escolho este género literário com frequência mas este mês propus-me a experimentar a ler um thriller. O tema proposto pelo clube de leitura #umadúziadelivros da Rita da Nova para o mês de Outubro foi, precisamente, "Um livro assustador"

Nem me lembrava que tinha esta edição na prateleira. A leitura não foi fácil e algumas passagens assustaram-me verdadeiramente. O que quer dizer que o objectivo deste livro foi atingido. A história está bem escrita, como é óbvio, embora se possa dizer que a época em que foi escrita está muito marcada no enredo. O autor recorreu a ideias muito diferentes para nos provocar muitos momentos assustadores. Não sei se se pode considerar uma obra intemporal mas não deixa de ser um clássico dos thrillers. O facto de este romance ter uma criança como personagem principal incomodou-me muito e quase que me levou a desistir da leitura. Isso levou a que, no início, avançasse com alguma dificuldade mas a partir de certa altura, o livro conseguiu prender-me até à última linha.

O protagonista da história é um menino de 5 anos muito especial. O pai, um homeme problemático, arranja um trabalho como zelador num hotel isolado nas montanhas que fica fechado durante o Inverno. Devido aos grandes nevões que caem naquela região, quem está no hotel pode ficar muitos meses sem falar com mais ninguém para além das pessoas que estão consigo no hotel, neste caso a família Torrance, Danny, o menino e os pais Jack e Wendy. Obviamente que este isolamento afecta qualquer pessoa sujeita a essa experiência como bem sabemos pelo último ano e meio de pandemia. No entanto, podemos dizer que o edifício antigo onde se situa o hotel Overlook também é personagem nesta história.

Apesar de ter gostado desta história, este género não é para mim. No entanto é importante sairmos da nossa zona de conforto. Afinal, não podemos ler sempre o mesmo.

"Por um momento foi incapaz de respirar, a vista tinha-a deixado sem fôlego. Estavam parados próximos do cume de um pico. Do outro lado - ninguém sabe a que distância - uma montanha ainda mais alta empinava-se no céu, com o cume recortado, apenas uma silhueta aureolada pelo sol que coneçava a pôr-se. 

(...)

Afastou o olhar do abismo quase à força e acompanhou o dedo de Jack. Podia ver a estrada agarrada à encosta daquele pináculo de catedral, com um traçado sinuoso mas sempre dirigindo-se para noroeste, ainda subindo, porém menos íngreme. Mais adiante, aparentemente cravado na própria encosta, viu os pinheiros rigidamente fixados darem lugar a um relvado muito verde tendo ao centro, contemplando tudo, o hotel. O Overlook. Ao vê-lo, tomou fôlego e recuperou a voz.

- Oh, Jack, é esplêndido!"