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Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

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Almanaque da Língua Portuguesa, Marco Neves

Charneca em flor, 21.09.20

Não sei como é que "tropecei" no Marco Neves. O que é certo é que me interessei por aquilo que ele escreve no seu site Certas Palavras. Marco Neves é professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Para além disso, e de ser leitor e escritor, é tradutor e revisor. Pelo que já conheço do seu trabalho, julgo perceber que é um apaixonado pelas Línguas e pelas suas particularidades.

Este "Almanaque da Língua Portuguesa" já não é o primeiro livro que leio dele. A obra em questão tem uma organização muito sui generis. Tal como o próprio nome indica é um almanaque, ou seja, um calendário com indicações úteis. Cada capítulo é representado por um mês. Em cada capítulo encontra-se a origem do nome do mês, um excerto de uma obra literária portuguesa, efemérides ligadas à Língua Portuguesa, perguntas, dúvidas, sugestões e histórias divertidas sobre a utilização da Língua. Em cada estação do ano há ainda listas de palavras como "as palavras mais feias", "os erros mais irritantes" ou "as palavras mais belas".

Foi uma leitura muito divertida e instrutiva. A maneira de escrever de Marco Neves é acessível, clara e inspiradora. Os momentos que passei com este livro contribuíram largamente para a minha paixão pela Língua Portuguesa. 

O "Almanaque da Língua Portuguesa" tanto poderá ser lido de ponta a ponta co o se pode ler o capítulo no mês correspondente ou ir ler um pedacinho aqui e ali. Provavelmente, para mim, passará a ser um livro de consulta pontual. 

Graças a este livro já vêm a caminho mais 2 livros do Marco Neves. Será uma oportunidade para desenvolver a minha maneira de escrever. Estamos sempre a tempo de aprender mais.

"As palavras conseguem ser deliciosas como um bom prato - quando, por vezes, vou a uma livraria comprar o novo livro de um dos meus autores portugueses preferidos, sinto fisicamente água na boca. Quando oiço algumas palavras nas minhas línguas preferidas, sinto qualquer coisa na barriga, uma satisfação física difícil de explicar. As palavras são qualquer coisa de físico, que saboreamos com a língua,  mordemos com os doentes, apreciamos com o olhar e deixamos a soar no nosso cérebro, imaginando-lhez cores, ligações, secretas, formas concretas."

 

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