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Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

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Becoming por Michele Obama

Charneca em flor, 15.03.19

Quando tenho oportunidade gosto de ir à biblioteca da cidade onde trabalho. O edifício é muito bonito e fica junto ao rio o que torna o passeio muito agradável. Numa dessas vezes qual não é o meu espanto quando dei com Michele Obama a sorrir-me.

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Como sou grande admiradora do casal Obama, trouxe o sorriso comigo. “Becoming" correspondeu às minhas expectativas e foi para além delas. A história de vida de Michele Obama prende-nos desde a primeira à última página . A ex-primeira dama conta-nos a sua infância num bairro de Chicago e partilha connosco a sua imensa família. Fala da importância da educação e de como os seus pais sempre a estimularam assim como ao irmão a estudarem e a prepararem-se para terem um bom futuro. Conta-nos como se teve que esforçar muito mais por ser negra e por ser mulher. Percebemos como é que conheceu Barack Obama, como é que se foi apaixonando e até espreitamos o primeiro beijo.

Michele faz-nos uma visita guiada ao percurso político do marido, às campanhas e à chegada à Casa Branca com tudo o que isso teve de bom e de mau. 

A ex-primeira dama mostra-nos que, apesar do sítio onde nascemos e crescemos, é possível ver adiante e aspirar a uma vida diferente. Michele Obama é um exemplo a seguir por qualquer pessoa, independentemente do sexo, cor ou religião.

O livro lê-se com muita facilidade. Há imensas passagens que me tocaram mas escolhi uma que me fez sentir muito próxima de Michele Obama. Quando chego a uma terra que não conheço, sinto-me tal e qual como ela o descreve mas nunca o tinha conseguido explicar por palavras. 

"Senti a estranheza de Nairobi – ou, na verdade, a minha estranheza em relação à cidade – logo à chegada, ao despontar do dia. É uma sensação que aprendi a apreciar quando comecei a viajar mais, a forma como um lugar novo se revela instantaneamente e de modo flagrante. O ar tem uma densidade diferente daquela a que estamos habituados; está impregnado de odores que não conseguimos identificar ao certo, um farrapo de fumo de lenha ou gasóleo, talvez, ou o cheiro adocicado de árvores em flor. O Sol nasce, mas parece um pouco diferente do habitual."

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