urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto Livros de Cabeceira e outras histórias Todas as formas de cultura são fontes de felicidade! LiveJournal / SAPO Blogs Charneca em flor 2019-10-04T14:00:00Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:55804 2019-10-04T15:00:00 Desafio de escrita dos Pássaros tema #4 2019-10-02T18:28:56Z 2019-10-02T18:28:56Z <p>O que eu faço com este desejo que me incendeia as entranhas? Como é que ela me pôde dizer que não. Nós somos as melhores amigas há mais de vinte anos. Será que devia dizer que “éramos as melhores amigas"?</p> <p><br /><strong>Beatriz disse que não. E agora?</strong></p> <p><br />Quando tínhamos 10 anos, fizemos um juramento de sangue. Dissemos que seríamos amigas até à eternidade. Que estaríamos sempre presentes na vida uma da outra. Quando uma de nós precisasse, a outra andaria por perto para dividir o fardo, por mais pesado que fosse. Um peso dividido torna-se sempre mais leve.</p> <p><br /><strong>Beatriz disse que não. E agora?</strong></p> <p><br />Quando ela se apaixonou pela primeira vez, eu fui a primeira a saber. Quando ela ficou de coração perdido, foi no meu ombro que chorou. Eu estive sempre com ela. No momento em que conheceu aquele que seria “o tal", eu estava lá. No dia do seu casamento, eu chorei de emoção. Fui das primeiras pessoas a pegar nos seus filhos recém-nascidos. Eu via a Beatriz como a irmã que nunca tive e acreditava que ela sentia o mesmo.</p> <p><br /><strong>Beatriz disse que não. E agora?</strong></p> <p><br />Eu penso que não lhe pedi um sacrifício assim tão grande. Ela disse-me que lhe pedi em demasia. Que a pergunta que lhe fiz, ultrapassava os limites da amizade. Para ela, os seus desejos concretizaram-se com tanta facilidade mas, para mim, este problema é uma barreira intransponível sem a sua ajuda.<br />O que eu faço com todos os meus sonhos? Com os planos que fiz na certeza do seu “sim" que, afinal, nunca chegou.</p> <p><br /><strong>Beatriz disse que não. E agora?</strong></p> <p><br />Como é que eu vou realizar este meu anseio? Afinal, eu só pedi o seu ventre emprestado. O seu útero fértil que já acolheu 3 bebés maravilhosos que eu amo como se fossem meus. Eu só queria uma derradeira prova do seu amor fraternal e da sua amizade. Eu só queria sentir, tal como ela a felicidade plena do amor maternal. Mas…</p> <p><br /><strong>Beatriz disse que não. E agora?</strong></p> <p><br />O que eu faço, sem útero, sem filhos, sem o consolo da sua amizade?</p> <p><br /><em>Dedicado a todos os projectos de maternidade e paternidade que nunca se concretizaram.</em></p> <p>Aqui fica a minha participação no Desafio de escrita dos Pássaros para esta semana. Para descobrirem os outros textos é só passarem por <a href="https://desafiodospassaros.blogs.sapo.pt/" rel="noopener">aqui</a></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:55432 2019-09-29T11:51:00 A filha devolvida, Donatella di Pietrantonio 2019-09-29T10:51:49Z 2019-09-29T10:58:25Z <p class="sapomedia images"><img style="float: left; width: 200px; padding: 10px 10px;" title="20190922_143217.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6a18c8dc/21563296_m4LnR.jpeg" alt="20190922_143217.jpg" width="200" height="288" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Li este livro em pouco mais de uma semana. Comprei-o por impulso. Não sei o que me chamou mais a atenção. Se foi o facto de se tratar de uma autora italiana (um dos meus países preferidos), se foi o título ou a foto escolhida para a capa. Os olhares destas duas jovens são verdadeiramente magnéticos. Seja qual tenha sido o motivo para ter pegado nele, valeu muito a pena. A história tem tanto de candura como de dureza. A articulação da história é cativante. Na primeira "cena" deste romance, escrito na primeira pessoa, encontramos uma adolescente de 13 anos que acabara de descobrir foi  criada por um casal que, afinal, não eram a sua verdadeira família. Em simultâneo, a jovem é devolvida à família biológica, alegamente, por solicitação desta. Logo nos primeiros momentos, a jovem percebe que isso não deve ser a verdadeira razão da sua devolução. Depois de 13 anos de uma vida confortável e privilegiada, vê-se no meio de uma família numerosa, pobre e que não parece desejá-la. A relação com Adriana, a irmã mais nova que a recebe com alegria, e com o irmão mais velho, Vincenzo, vão-lhe dar forças para aguentar aquele novo ambiente e para continuar a tentar descobrir qual é o seu lugar no mundo e a perceber a verdadeira história da sua vida.</span></p> <p style="text-align: justify;">Este romance só tem um defeito. Quando acabou, fiquei com vontade para continuar a acompanhar a vida da jovem narradora e da sua pequena, e voluntariosa, irmã Adriana.</p> <p style="text-align: justify;"><em>"Imobilizámo-nos diante uma da outra, tão sós e próximas, eu mergulhada até ao peito, ela até ao pescoço. A minha irmã. Como uma flor improvável, que despontara num pequeno grumo de terra preso a uma rocha. Com ela, aprendi a resistência. Hoje, somos menos parecidas fisicamente, mas a nossa noção de termos sido atiradas para o mundo permanece igual. A cumplicidade salvou-nos."</em></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">P.S - Ao ler esta autora italiana, fiquei cheia de saudades das personagens da Elena Ferrante. Está a chegar a altura de ler o último volume da tetralogia d'<a href="https://happy-stiletto.blogs.sapo.pt/a-amiga-genial-de-elena-ferrante-20491?tc=19754265556" rel="noopener"> "A amiga genial".</a></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:55116 2019-09-28T18:47:00 Ai, a Língua Portuguesa 2019-09-28T17:49:08Z 2019-09-28T17:49:08Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 500px; padding: 10px 10px;" title="LPO_01_04.gif" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbf181d48/21568770_9bb5G.gif" alt="LPO_01_04.gif" width="500" height="182" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify; font-size: 14pt;">Eu sou uma pessoa que aprecia a Língua Portuguesa. É por isso que gosto de ler e escrever. Gosto, particularmente, que a nossa Língua seja bem escrita e bem falada. Devido à minha participação no Desafio dos Pássaros, tenho-me apercebido que o meu vocabulário poderia ser mais extenso. Afinal, a Língua Portuguesa possuí milhares de palavras. Bem que eu podia utilizar muitas palavras do que aquelas que utilizo habitualmente.</span></p> <p style="text-align: justify;">Esta introdução serve para vos descrever uma cena caricata a que assisti há pouco. Eu estava a chegar a casa e assisto a um reencontro entre 2 jovens, provavelmente amigos. Um deles tinha chegado de carro acompanhado de um outro rapaz. Aquele que o esperava, depois dos cumprimentos iniciais (que incluiram a fórmula preferida dos jovens: "Então, puto?!"), diz para o que tinha chegado de carro, e referindo-se ao acompanhante:</p> <p style="text-align: justify;">- Ele fala tuga? Ou só inglês?</p> <p style="text-align: justify;">Fiquei estupefacta. Desde quando é que <em>falar português</em> passou a ser <em>falar tuga</em>?!</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:55012 2019-09-27T15:00:00 Desafio de escrita dos Pássaros tema#3 2019-09-26T05:54:52Z 2019-09-27T06:00:50Z <p style="text-align: justify;">Esta semana, o desafio foi escrever sobre uma aventura ou um momento marcante. Para acompanharem todo o desafio, é só passarem por <a href="https://desafiodospassaros.blogs.sapo.pt/" rel="noopener">aqui</a>. Aqui está o meu contributo.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><em>Todos anos, em Setembro, recordo, com carinho, um dos momentos mais felizes da minha vida. </em><br /><em>O Verão de 1992 foi, para mim, o mais longo de sempre. Durante esses meses esperei, ansiosamente, pelos resultados do concurso de acesso ao ensino superior. Todos aqueles que me eram próximos, família e amigos, davam-me força fazendo-me acreditar que o meu ingresso no ensino superior era quase certo mas, parte de mim, receava que eles não tivessem razão. </em><br /><em>Nesse ano distante, a internet ainda não tinha sido democratizada. Aliás , a rede que comanda a nossa vida, pouco mais era que uma criança. Por isso, nos idos de 90, os candidatos a universitários tinham que se deslocar à sede do distrito e procurar o nome nas pautas de colocação.</em><br /><em>Assim, no dia marcado pela manhã, eu e as minhas amigas lá fomos, alegremente, de autocarro até Santarém. Os resultados eram afixados no Instituto Politécnico. Era preciso andar um bom bocado a pé, e a subir, para lá chegar. A nossa excitação nem nos deixava sentir o cansaço. Lá chegadas, foi cada uma procurar o seu nome.</em><br /><em>Ainda consigo sentir a mesma emoção que me invadiu naquele momento em que li a palavra “colocado" à frente do meu nome. Com o coração aos pulos, fui procurar as minhas amigas Infelizmente, só uma delas, a Catarina*, é que tinha entrado. Eu e ela nem sabíamos como agir. Afinal, nós queríamos extravasar a alegria por termos conseguido realizar o nosso sonho mas isso contrastava com a desilusão de quem não tinha alcançado esse objectivo. Nós tínhamos vontade de chorar de alegria mas havia outros rostos molhados com lágrimas de desgosto. Eu e a Catarina* tentámos controlar a nossa euforia para não as magoarmos.</em><br /><em>A viagem de regresso pareceu mais demorada que o normal. Faltava a alegria despreocupada da manhã. Só quando chegámos à nossa terra, e conseguimos ficar sozinhas, é que demos largas à nossa felicidade. Corremos até à minha casa, que era mais perto para contarmos à minha mãe. Eu tive a ideia de lhe pregar uma partida dizendo que não tínhamos entrado. Ainda tentámos “mentir" mas, assim que chegámos à porta, desatámos a rir desalmadamente como só se consegue rir aos 18 anos. A minha mãe nem precisou de perguntar porque descobriu, facilmente, a resposta. E foi ali, na soleira da porta, que pudemos libertar a alegria que tinha estado contida durante todas aquelas horas.</em></p> <p><em>*Nome fictício, personagem real</em></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:54323 2019-09-20T15:00:00 Desafio de escrita dos Pássaros #2 2019-09-19T20:18:57Z 2019-09-19T20:20:21Z <p style="text-align: justify;"><em>A minha história começou há alguns anos. Nunca fui muito namoradeira. Durante a adolescência preferia ficar a estudar ou a ler do que sair com as minhas amigas. Como era muito introvertida, tinha alguma dificuldade em conversar com os rapazes sem ficar corada. Na faculdade, tornei-me um pouco mais sociável. O ambiente académico fez com que eu me libertasse da minha timidez e até tive alguns namoros mas nunca tive muita experiência amorosa.</em><br /><em>Quando comecei a trabalhar, conheci aquele que seria o meu marido. Eu tomava café sempre na mesma pastelaria. Ele também. A dada altura, os nossos olhares cruzaram-se. Nunca pensei que aquele homem lindo reparasse em mim. Mas, para minha surpresa, ele não só reparou em mim como me convidou para jantar. Ele era muito sedutor e eu apaixonei-me loucamente. Daí até começarmos a namorar e ele fazer o “pedido", passaram muito poucos meses. Eu estava encantada mas a minha família, e os meus amigos, achavam que eu estava enfeitiçada. Todos me aconselhavam em não embarcar num casamento tão depressa. Afinal, eu conhecia-o muito mal e não sabia nada do seu passado. </em><br /><em>Umas semanas antes do casamento, durante uma discussão, ele deu-me um estalo. Eu não contava com aquela atitude e fiquei sem reacção. Mal eu sabia que aquilo era só o início. Com o casamento, tudo piorou. A pouco e pouco, ele conseguiu afastar-me da minha família e dos meus amigos. Ele insistia para que eu ficasse grávida. Como também tinha esse desejo, deixei de tomar a pílula. Na minha ingenuidade, acreditava que um filho o iria suavizar. Não podia estar mais enganada. As discussões e a violência foram crescendo. Mesmo durante a gravidez, ele não teve qualquer pejo em bater-me. Podem perguntar: “Mas porque é que não o deixaste?”. Não tenho uma resposta para essa pergunta. A verdade é que ele me fazia acreditar de que, de certa forma, eu era a culpada.</em><br /><em>Quando ele bateu na nossa filha, fez-se luz. Aquilo não podia continuar. Resolvi deixá-lo mas ele apanhou-me a fazer as malas. Nesse momento, a minha vida acabou. Literalmente. Ele espancou-me até à morte.</em><br /><em>Agora estou aqui, gelada, neste caixão rodeada pela minha família e pelos meus amigos. Queria pedir-lhes desculpa por não ter acreditado neles mas eles não me conseguem ouvir.</em><br /><em>Tudo começou com aquele primeiro estalo que eu perdoei. Porque nunca é só um estalo. É por aí que tudo começa.</em></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Aqui está a minha participação no Desafio de Escrita dos Pássaros. Num registo mais sério do que na semana passada.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:54254 2019-09-16T13:20:00 Paolo Cognetti, "As oito montanhas" 2019-09-16T12:57:51Z 2019-09-29T10:50:32Z <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><img style="float: left; width: 340px; padding: 10px 10px;" title="As-Oito-Montanhas.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3217085f/21519861_Jeq3F.jpeg" alt="As-Oito-Montanhas.jpg" width="340" height="340" />Não me lembro quando é que comprei este livro. Possivelmente foi depois de alguma das minhas viagens à Itália, para matar saudades da cultura italiana. Neste romance há 3 personagens principais, no meu entender, Pietro, Bruno e a montanha. A acção desenrola-se desde a infância dos 2 homens, passando pela adolescência e até à vida adulta. Conhecem-se numa aldeia, no sopé do Monte Rosa, nos Alpes. Pietro vive com os pais em Milão. Os pais têm, ambos, paixão pela montanha que foi onde se conheceram e alugam uma casa na aldeia de Grana para passarem o Verão. E é assim que Pietro e Bruno se conhecem. Juntos exploram a montanha, ao longo dos vários verões que Pietro passa na aldeia e constroem uma relação fraternal, entre eles e com a montanha, que se estenderá pela vida fora, apesar de alguns anos de afastamento.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">O próprio autor tem uma relação privilegiada com a montanha já se divide entre a cidade e uma casa a 2000 metros de altitude.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">O livro "As oito montanhas" é uma obra bela e encantadora que não se consegue parar de ler. A linguagem, apesar de ser em prosa, é poética, de uma certa forma. As descrições de Paolo Cognetti transportam-nos para a montanha e sentimo-nos  também nós, a subir à montanha. Se te sentes fascinado pela imensidão, pela dureza, pela resistência da montanha e acreditas no poder da amizade, este é o livro indicado para ti.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><em>"Talvez fosse verdade, como afirmava a minha mãe, que cada um de nós tem uma cota predileta na montanha, uma paisagem que lhe agrada mais e onde se sente bem. A sua era o bosque dos 1500 metros, de abetos e larícios, à sombra dos quais crescem o mirtilo, o zimbro e o rododendro e se escondem os cabritos-monteses. Eu era mais atraído pela montanha que vem a seguir: pradaria alpina, torrentes, turfeiras, ervas de altitude, animais no pasto. Mais acima a vegetação desaparece, a neve cobre tudo até ao começo do verão e a cor prevalecente é o cinzento da rocha, com veios de quartzo e tendo incrustado o amarelo dos líquenes. Ali começava o mundo do meu pai."</em></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:53909 2019-09-15T18:36:00 Que venha o próximo 2019-09-15T17:37:47Z 2019-09-15T17:37:47Z <p style="text-align: justify;">Ainda não consegui ler todos os textos do Desafio de escrita dos Pássaros mas estou encantada. É tão engraçado ver as várias formas de dar à volta ao tema "Problemas, só problemas". Uns foram pelo lado do humor, outros trataram o tema de forma mais séria. Há quem tenha dissertado sobre a dificuldade do tema, há quem tenha recuado às memórias da infância e até apareceu uma blogger que apresentou, efectivamente, 2 problemas matemáticos. Enfim, já dá para perceber que há muito talento por essa blogosfera fora. </p> <p style="text-align: justify;">Eu, por mim, estou ansiosa para que chegue o próximo tema <img style="width: 32px; height: 32px;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_DEFAULT.png" width="32" height="32" />. Até lá pode-se seguir a publicação dos "Problemas, só problemas" <a href="https://desafiodospassaros.blogs.sapo.pt/" rel="noopener">aqui</a>.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:53632 2019-09-13T15:00:00 Desafio de escrita dos Pássaros #1 2019-09-12T12:33:04Z 2019-09-13T21:46:15Z <p style="text-align: justify;">Sofia não conseguia adormecer. O dia tinha sido muito complicado. No emprego tinha tido uma grande discussão que tornara o ambiente pesado. Quando chegou ao carro, descobriu que alguém lhe tinha amolgado o pára-choques e nem se tinha dignado a deixar o contacto. O marido estava cada vez mais acomodado e as suas noites eram rotineiras e pouco românticas. Desabafara as suas mágoas no blogue e, agora, suspirava ao olhar para as vidas perfeitas do Instagram. Ela dava tudo para ter um quotidiano, assim, glamoroso.<br />De repente formou-se uma névoa à volta do seu telemóvel de onde surgiu um belo jovem, igualzinho ao Lourenço Ortigão.<br />- Boa noite. Eu sou o génio do Instagram. Estou aqui para realizar os teus desejos.<br />Sofia estava estupefacta. Olhou para o lado para ver se o marido tinha acordado mas ele dormia tão profundamente que até ressonava.<br />- Mas, mas… isto não pode estar a acontecer. Nunca ouvi falar de um génio do Instagram.<br />- Eu só apareço em situações especiais. Afinal, o que é que precisas para ser feliz?<br />Sofia ficou muito atrapalhada.<br />- O que eu mais desejo é viver uma vida como estas que aparecem no Instagram.<br />- Tens a certeza? Então assim seja.<br />Sofia acordou para um novo dia. O seu quarto estava perfeito, sem sinais da desarrumação habitual, O marido aparece com um tabuleiro. Quer dizer parece o marido dela, Gonçalo, mas está diferente, com um físico invejável.<br />- Então, dorminhoca? Estamos atrasados para o ginásio. Tens aqui a tua granola. Hoje temos um dia cheio.<br />Mas quem é este? O Gonçalo nunca pôs um pé num ginásio, pensou Sofia. Nem queria acreditar no que ouvia<br />Mas isto foi só o princípio. Sofia entrou numa roda-viva de treinos, encenação de stories para a sua página de Instagram, fotos e mais fotos em poses impossíveis para alimentar a ânsia voyeurista dos seus mais de 20 mil seguidores. Não sabia quanto tempo iria aguentar naquela montanha-russa.<br />- Acorda, Sofia. Estás a ter um pesadelo. – Sofia acordou com Gonçalo a abaná-la.<br />- O que aconteceu? – acendeu a luz e olhou em volta. Estava, novamente, no seu quarto de sempre. <br />Tinha sido um sonho, ou melhor, um pesadelo. Ainda bem. A vida de Instagram não era para ela. Mal por mal, preferia a sua vida anónima e verdadeira mesmo com problemas. E já não aguentava comer panquecas durante mais tempo.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:53503 2019-09-08T09:11:00 No que é que me fui meter?! 2019-09-08T08:14:57Z 2019-09-08T08:18:30Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 123px; padding: 10px 10px;" title="21542387_toGhe.png" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B54175eec/21549801_evMGp.png" alt="21542387_toGhe.png" width="123" height="154" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;">Imagem <a href="https://desafiodospassaros.blogs.sapo.pt/" rel="noopener">daqui</a></p> <p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify; font-size: 14pt;">Como tenho muito tempo livre </span><img style="width: 32px; height: 32px;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_BLINK.png" width="32" height="32" /><span style="text-align: justify; font-size: 14pt;">, aderi ao </span><a style="text-align: justify; font-size: 14pt;" href="https://desafiodospassaros.blogs.sapo.pt/" rel="noopener">Desafio dos Pássaros</a><span style="text-align: justify; font-size: 14pt;">. Quando vejo um desafio, não consigo resistir. Tenho que me inscrever </span><img style="width: 32px; height: 32px;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_HAPPY.png" width="32" height="32" /><span style="text-align: justify; font-size: 14pt;">. Só percebi que o desafio se estendia por 17 loooongas semanas depois de me ter inscrito. Devo ter lido as regras na diagonal. Agora o mal já está feito </span><img style="width: 32px; height: 32px;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_HAPPY.png" width="32" height="32" /><span style="text-align: justify; font-size: 14pt;">. O </span><a style="text-align: justify; font-size: 14pt;" href="https://desafiodospassaros.blogs.sapo.pt/" rel="noopener">Desafio dos Pássaros </a><span style="text-align: justify; font-size: 14pt;">consiste num desafio de escrita. Todas as semanas será lançado um tema. Gosto muito de escrever mas, às vezes, falta-me a inspiração. Por isso este desafio é "ouro sobre azul". Os textos com que participarei no desafio serão publicados aqui no "Livros de Cabeceira e outras histórias" porque faz mais sentido do que no "O Voo da Garça"  Esta semana já escrevi um texto para explicar porque é que me inscrevi no desafio. </span></p> <p style="text-align: justify;">Aqui está o primeiro andamento do desafio:</p> <p style="text-align: justify;"><em>Quando comecei a ler e a escrever, abriu-se um novo mundo para mim. Foi assim que comecei a viajar, através das histórias que lia. Ler era, de longe, a minha actividade favorita. </em><br /><em>Todas as horas que passei a ler ajudaram-me muito no meu desempenho escolar. Adorava quando tinha a tarefa de fazer uma composição. As minhas composições eram, frequentemente, elogiadas. Foi assim que fui adquirindo gosto pela escrita. Aliás, como era muito tímida, a escrita foi-se tornando um escape. Ainda devem existir, em casa da minha mãe, folhas e folhas com as minhas histórias e os meus poemas. Na adolescência foi surgindo, na minha cabeça, o sonho de me tornar escritora e publicar livros como aqueles que eu lia compulsivamente. Esse sonho levou a que me tivesse sentido indecisa entre as Letras e as Ciências quando surgiu a altura de decidir o meu futuro académico. As Ciências venceram este duelo quer porque também gostava muito dessa área quer por motivos bem prosaicos. Sempre me pareceu que a empregabilidade na área científica seria superior. Nunca me arrependi dessa escolha porque gostei muito do meu curso e sou muito feliz na minha profissão. No entanto, o sonho da escrita nunca se extinguiu por completo. Nesta fase da vida, já percebi que a minha escrita não tem qualidade suficiente para publicar um livro mas continuo a gostar muito de escrever.</em><br /><em>Quando comecei a ouvir falar dos blogues vi aqui uma óptima oportunidade para dar largas à minha paixão pela escrita. Infelizmente, nem sempre tenho tempo para escrever tanto quanto gostaria. O stress do dia-a-dia acaba por afectar a minha imaginação e, ao longo do dia, lembro-me de temas interessantes sobre os quais escrever mas, quando estou perante a página em branco, a inspiração acaba por me fugir. Ora quando, nos meus passeios pela blogosfera, encontro algum desafio, fico logo entusiasmada. É uma oportunidade de me pôr à prova, de ultrapassar as minhas limitações, tentar dar o meu melhor e viver intensamente a minha paixão pela escrita.</em></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:53104 2019-09-01T22:13:00 A vida no campo vol II - Os anos da maturidade, Joel Neto 2019-09-01T21:45:26Z 2019-09-01T21:45:26Z <p class="sapomedia images"><img style="float: left; width: 172px; padding: 10px 10px;" title="cp_a_vida_no_campo_os_anos_da_maturidade_low.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pc9189be2/21542126_u0poj.jpeg" alt="cp_a_vida_no_campo_os_anos_da_maturidade_low.jpg" width="172" height="260" /></p> <p style="text-align: justify;">Antes de começar este post, fui consultar o arquivo do blogue para ver se tinha escrito sobre o 1o volume de "A vida no campo". Descobri 2 coisas. Primeiro descobri que não partilhei convosco as minhas impressões sobre esse livro mas descobri que as histórias de Joel Neto têm acompanhado as minhas férias desde 2017. Em Agosto de 2017 li<a href="https://happy-stiletto.blogs.sapo.pt/arquipelago-por-joel-neto-26691?tc=17360297300" rel="noopener"> "Arquipélago"</a> e em Agosto de 2018 terminei de ler <a href="https://happy-stiletto.blogs.sapo.pt/meridiano-28-joel-neto-38835?tc=17360372919" rel="noopener">"Meridiano 28"</a>. Nestas férias que agora ter terminam li as maravilhosas crónicas de "A vida no campo". Curioso, não é? Joel Neto transporta-me para o encantador universo das ilhas açorianas. A minha primeira viagem de avião foi até aos Açores e foi uma viagem inesquecível.</p> <p style="text-align: justify;">"A vida no campo" reúne crónicas, originalmente publicadas no Diário de Notícias, sobre a vida de Joel Neto depois de voltar às origens, ou seja, depois de regressar à sua ilha natal. Em 2012, Joel Neto deixou a sua vida em Lisboa e foi viver, com a mulher, a tradutora Catarina Ferreira de Almeida, para a Ilha Terceira. As pessoas que vivem na sua aldeia, e que fazem parte das suas recordações, são a principal fonte de inspiração para as suas fantásticas crónicas. Mas também as suas conquistas no jardim que vai construindo com a ajuda dos amigos. E as pequenas coisas do dia-a-dia, uma fatia de pão de milho, as árvores, as flores, os passeios com os cães, todos são personagens dos pequenos episódios d' "A vida no campo". </p> <p style="text-align: justify;">As histórias de Joel Neto são tão mais ricas quanto mais singelas. Transparecem uma felicidade que só é possível a quem ousa viver num contacto íntimo com a natureza mas também com os outros. As crónicas d' "A vida no campo" são pequeninas jóias da literatura.</p> <p style="text-align: justify;"><em>"Lugar de Dois Caminhos</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>Sábado, 1 de Setembro</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>(...)</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>Uma figueira. Enorme e tentacular - suportada por estacas, já, nos seus ramos mais gordos e trémulos. Em quantas mesas de jantar terão estado os seus frutos, os dela e os das suas crias? A quantos aniversários terão assistido? E nascimentos? E casamentos? E divórcios? De quantos momentos de alegria esfuziante terão partilhado? De quantas tragédias? De quantos silêncios lentos e irreparáveis? Poderiam  as amoras das minhas amoreiras partilhar desses momentos? Poderia eu plantar uma figueira igual e ainda ir a tempo de subsistir dela?</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>Sempre deram boas parábolas, as figueiras - nem Jesus Cristo resistiu.</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>(...)"</em></p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:52866 2019-08-29T09:23:00 Livros que não são bons para ter na cabeceira 2019-08-29T08:33:27Z 2019-08-29T08:33:27Z <p>Ora espreitem ali ao lado os livros que ando a ler.</p> <p>Já viram?</p> <p style="text-align: justify;">Repararam no ebook? Pois. Ora como fui à Transilvânia, achei que o Drácula de Bram Stoker era a leitura ideal. Encontrei esta versão no Google Play Livros. Infelizmente, a tradução é em português do Brasil mas enfim é o que se pode arranjar.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 230px; padding: 10px 10px;" title="transferir.jpeg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bef1731d5/21542127_CtWYz.jpeg" alt="transferir.jpeg" width="230" height="330" /></p> <p><span style="text-align: justify; font-size: 14pt;">Acontece que deixei o livro do Joel Neto no saco da praia que ficou no carro. Então ontem à noite fiz 2 coisas que nunca se devem fazer se queremos ter uma boa higiene do sono. Primeiro que tudo, deve-se evitar a luz dos ecrãs se queremos adormecer com facilidade. E segundo, se calhar ler uma história de terror, se formos muito susceptíveis, à hora de deitar é capaz de dar origem a uma noite agitada. E foi o que aconteceu. Devo ter tido muitos pesadelos porque acordei a gritar várias vezes. Ou melhor, o A. é que acordou e depois despertou-me do pesadelo.</span></p> <p style="text-align: justify;">Por isso, ou desisto do Drácula ou vou só ler à luz do dia. Aí pelas 2h da tarde.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:52545 2019-08-02T14:37:00 Parabéns, Zeca Afonso (2/8/1929-23/02/1987) 2019-08-02T13:51:34Z 2019-08-02T13:51:34Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><img style="width: 259px; padding: 10px; float: left;" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcQT7Uf0BjNnu9Rp_qsoZ6B2dFWzEuKVM5T6WjiD6aJvvRolZLdz" width="259" height="194" />Se fosse vivo, faria hoje 90 anos. Zeca Afonso foi o autor de algumas das mais belas canções da música portuguesa. É mais conhecido pelo seu activismo, por ser um cantor de intervenção e porque a sua "Grândola, Vila Morena" entrou para a História por ter sido uma das senhas do Movimento das Forças Armadas que levou a cabo a Revolução dos Cravos. Mas nem só de canções de intervenção vive a sua obra que perdura até hoje. É quase impossível ter crescido no pós-25 de Abril e não ter crescido com a sua música. Faz parte do imaginário daqueles que têm, hoje 40/50 anos.</p> <p style="text-align: justify;">Muitas das suas canções têm letras escritas por ele. Na minha opinião, para além da sua sonoridade típica, os seus poemas são excepcionais. Como este  por exemplo</p> <p style="text-align: justify;"><em dir="ltr">Dorme meu menino a estrela dàlva<br dir="ltr" />Já a procurei e não a vi<br dir="ltr" />Se ela não vier de madrugada<br dir="ltr" />Outra que eu souber será pra ti<br dir="ltr" /></em></p> <p dir="ltr"><em dir="ltr">Outra que eu souber na noite escura<br dir="ltr" />Sobre o teu sorriso de encantar<br dir="ltr" />Ouvirás cantando nas alturas<br dir="ltr" />Trovas e cantigas de embalar<br dir="ltr" /><br dir="ltr" />Trovas e cantigas muito belas<br dir="ltr" />Afina a garganta meu cantor<br dir="ltr" />Quando a luz se apaga nas janelas<br dir="ltr" />Perde a estrela d'alva o seu fulgor<br dir="ltr" /><br dir="ltr" />Perde a estrela d'alva pequenina<br dir="ltr" />Se outra não vier para a render<br dir="ltr" />Dorme quinda à noite é muito menina<br dir="ltr" />Deixa-a vir também adormecer</em></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/8RdmU9ivZIs?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> <p dir="ltr"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:52230 2019-07-28T08:59:00 "Quem assim falou", José Jorge Letria 2019-07-28T08:25:03Z 2019-07-28T08:25:03Z <p class="sapomedia images"><img style="float: left; width: 240px; padding: 10px 10px;" title="Quem-Aim-Falou.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B93173b95/21519711_TCYzw.jpeg" alt="Quem-Aim-Falou.jpg" width="240" height="240" /></p> <p style="text-align: justify;">Este livro andava cá por casa há uns anos. Comprei numa promoção e depois nunca mais lhe peguei. Dei com ele, inesperadamente, e resolvi lê-lo. O autor, José Jorge Letria, reuniu um conjunto de "Grandes frases de todos os tempos", ou seja, frases marcantes que entraram no nosso discurso mas que, muitas vezes, nem fazemos ideia de quem as pronunciou pela primeira vez. Neste livro, cada entrada corresponde a uma frase com um pequena biografia do autor e do contexto em que a frase foi pronunciada pela primeira vez. No caso das frases mais antigas não há certezas absolutas do autor por isso a mesma frase pode ter sido atribuída a pessoas diferentes. Achei o livro muito interessante até porque gosto de usar estas frases clássicas e considero uma lacuna grave no meu conhecimento usar frases sem saber de onde vieram. Não sei se o livro ainda é vendido mas é  muito interessante. Talvez se encontre em bibliotecas públicas, por exemplo.</p> <p style="text-align: justify;">É muito difícil escolher uma destas frases para ilustrar este post. Vou optar por uma que não conhecia mas que me parece um exemplo de humildade e sentido autocrítico:</p> <p style="text-align: justify;">"<em>Ninguém é herói para o seu criado de quarto</em></p> <p style="text-align: justify;">Em relação à literatura e às artes em geral, é frequente dizer-se, para se salvaguardar o talento ou mesmo a genialidade dos criadores, que o importante é conhecer a obra e não o autor e a sua vida. Deste modo<em>, </em>evidencia-se a noção de que os hábitos quotidianos das grandes figuras, desde que observadas de perto, retiram inevitavelmente brilho ao que elas fazem e representam.</p> <p style="text-align: justify;">Talvez por isso a famoxa cortesã francesa Madame de Sévigné tenha escrito numa das cartas da sua profusa correspondência: 《Não existe um grande homem para o seu criado de quarto.》Com efeito, quem conhece de muito perto o adormecer e o despertar do seu amo, as suas baixezas e contradições morais, as traições e os ódios que lhe pontuam a vida, dificilmente pode admirar sem limites aquele que serve.</p> <p style="text-align: justify;">A frase, pela sua carga crítica e pela profundidade psicológica, foi entretanto utilizada por estadistas e escritores. Luís II de França, ao ser bajulado pelos seus cortesãos, terá respondido algo do género: 《Se assim achais, ide perguntar ao meu criado de quarto.》"</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:52200 2019-07-17T08:24:00 A Imortal da Graça, Filipe Homem Fonseca 2019-07-17T00:02:51Z 2019-07-18T20:40:04Z <p style="text-align: justify;">Filipe Homem Fonseca é escritor, dramaturgo, realizador, músico, ou seja, é o homem dos 7 instrumentos mas é mais conhecido pelo seu talento para escrever humor já que foi argumentista de Herman Enciclopédia, Contra-Informação ou Conversa da Treta. Para além disso, Filipe Homem Fonseca já publicou poesia e romances. Este "A Imortal da Graça" não é um livro de humor mas está carregado de ironia. A acção passa-se no bairro, lisboeta, da Graça o qual está, tal como toda a cidade, em obras e invadido por turistas. Os seus habitantes sentem-se entrincheirados com a sensação de que não conseguem sair do bairro. Entre as pessoas que têm, ainda, o privilégio de viver num bairro típico encontramos várias senhoras idosas que "lutam" pelo apetecível título de "a mais velha" do bairro. Nem que tenham que acelerar a viagem final das que são mais velhas. A relação entre estas idosas obedece à velha máxima "a idade é um posto". </p> <p style="text-align: justify;">"A Imortal da Graça" conta uma história actual que aborda a pressão turística e imobiliária que Lisboa tem sofrido nos últimos anos, as obras constantes, as dificuldades que enfrentam aqueles que não desistem de viver na cidade mas também o abandono a que os idosos estão sujeitos. Não é uma obra intemporal mas é um livro que guarda, nas suas páginas, este momento particular da história da cidade de Lisboa. Um livro indicado para todos aqueles que amam a cidade de Lisboa e que apreciam uma certa ironia subtil na qual Filipe Homem Fonseca é mestre.</p> <p style="text-align: justify;">Sinopse:</p> <p style="text-align: justify;"><em>"A idade é um posto e as mulheres do bairro lutam entre si pelo título da mais velha. Graça, jovem com o mesmo nome do bairro onde habita, é dama de companhia da número um, senhora centenária; só assim pode morar na Lisboa das rendas ridiculamente altas. Actores famosos de Holywood aguardam o despejo ou a morre de mais um residente para poderem ocupar-lhe a casa. Gabriel ganhou o Euromilhões mas as obras de renovação do bairro formam um muro que o impede de sair e reclamar o prémio. Embeiçou-se por Graça e quer levá-la a jantar. Graça não quer sair; Gabriel não quer ficar. Do choque entre estas vontades nascerá a tragédia. A execução em câmara lenta prepara-se no palco feito de escombros. Uma cidade eternamente a arranjar-se para sair daqui, de si própria."</em></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:51833 2019-06-21T07:41:00 Sophia de Mello Breyner Andresen, Isabel Nery 2019-06-20T23:49:06Z 2019-06-20T23:49:06Z <p class="sapomedia images"><img style="float: left; width: 177px; padding: 10px 10px;" title="sophia.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pd117d39c/21443082_IEZtu.jpeg" alt="sophia.jpg" width="177" height="260" /></p> <p style="text-align: justify;">Como já tenho escrito por aqui, gosto muito de biografias. Assim que descobri que este livro ia sair, resolvi logo que ele viria morar cá para casa. E não me arrependi. Este livro é um excelente trabalho da jornalista <a href="http://www.esferadoslivros.pt/book-author/isabel-nery/" rel="noopener">Isabel Nery. </a>Percebe-se que fez uma extraordinária investigação para percebermos quem foi esta figura maior da cultura portuguesa do século XX. Para fazer este livro, Isabel Nery procurou as origens de Sophia chegando ao ponto de ir à ilha onde o seu bisavô Jan Andresen nasceu e de onde saiu na viagem que terminou, inesperadamente, no Porto. Nesta obra, descobrimos que Sophia foi, ao mesmo tempo, humana e divina. O livro aborda as origens, como já disse, a ligação com o mar, com a Grécia, a relação com a família incluindo a relação com Francisco Sousa Tavares e com os filhos, com os amigos, com outros escritores e a sua intervenção cívica e política. </p> <p style="text-align: justify;">Este livro reforçou a minha convicção de que Sophia de Mello Breyner Andresen foi uma pessoa especial. Para além do seu talento, amplamente conhecido, encontrei uma personalidade peculiar, uma mulher, ao mesmo tempo forte e frágil, e que dominou a língua portuguesa como ninguém. </p> <p style="text-align: justify;">Esta obra devia ser de leitura obrigatória para todos os portugueses, especialmente neste ano em que se comemora o centenário do seu nascimento.</p> <p style="text-align: justify;">"<em>Mais do que um lugar, a Grécia passou a ser um estado de espírito. Uma explicação. Ao ponto de amigos e confidentes como frei Bento Domingues afirmarem que Sophia era composta por mar e cultura grega.</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>De facto, dificilmente se compreenderá a relação simbiótica entre ética, estética, poder e a poesia de Sophia sem rumar à Grécia. Agora não tanto ao território geográfico da luz pura, que idealiza, mas ao legado helénico da cultura que Homero, considerado o educador de todos os poetas, deixou ao Ocidente."</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>"E 《O Poeta》:</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>O poeta é igual ao jardim das estátuas </em></p> <p style="text-align: justify;"><em>Ao perfume do Verão que se perde no vento.</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>Veio sem que os outros nunca o vissem</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>E as suas palavras devoravam o tempo."</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>               Os Poetas, Sophia de Mello Breyner Andresen </em></p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:51685 2019-06-12T08:35:00 Eu comprava... 2019-06-11T23:49:07Z 2019-06-11T23:49:07Z <p style="text-align: justify;">Aqui há dias, enquanto atendia uma das minhas utentes, falávamos de coisas que nada tinham a ver com medicamentos. Veio à baila uma biografia de uma pessoa conhecida da terra bem como o falecimento de Agustina Bessa-Luís. Comentei que gosto muito de biografias e que estava a ler a biografia de Sophia de Mello Breyner Andersen. A dada altura digo eu: "Porque é que a senhora não escreve uma auto-biografia?! A senhora deve ter tido uma vida bem interessante (e teve, de facto, porque, através da profissão do seu falecido marido, viveu em vários países e deve ter conhecido pessoas  muito interessantes.)."</p> <p style="text-align: justify;">Ao que ela responde: "ah, não, nem pensar. Não se esqueça que eu fui casada com um escritor durante 35 anos. Escritora é que nunca seria."</p> <p style="text-align: justify;">"Que pena. Eu comprava a sua biografia" - disse eu.</p> <p style="text-align: justify;">"Eu escrevo mas só para mim. De resto já há muita gente a escrever livros. Não é preciso mais uma"</p> <p style="text-align: justify;">Olhando para as prateleiras dos bestsellers, tenho que concordar com esta sábia senhora. Há demasiadas pessoas a publicar livros. </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:51279 2019-06-11T08:05:00 A verdadeira influência de Madonna 2019-06-10T21:08:34Z 2019-06-10T21:08:34Z <p style="text-align: justify;">Por aquilo que me apercebi, o novo disco da Madonna ainda não está disponível por completo nas plataformas de streaming. Também não sei se já está à venda. Confesso que tenho alguma curiosidade já que a artista diz que as experiências que viveu em Lisboa e em Portugal a inspiraram neste novo trabalho. Já ouvi as 3 músicas que foram divulgadas e, sinceramente, não dei por nenhuma inspiração lusa ou mesmo lusófona. Até aceito que o defeito seja meu tendo em conta que não sou grande entendida. No entanto, ontem, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, fez-se luz na minha cabeça </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 460px; padding: 10px 10px;" title="CollageMaker_20190610_220447889.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B07170bc7/21477064_Gw5T6.jpeg" alt="CollageMaker_20190610_220447889.jpg" width="460" height="345" /></p> <p style="text-align: justify;">Madonna faz uma homenagem ao nosso maior poeta. Entra pelos olhos dentro <img style="width: 32px; height: 32px;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_LOL.png" width="32" height="32" /><img style="width: 32px; height: 32px;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_LOL.png" width="32" height="32" /><img style="width: 32px; height: 32px;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_LOL.png" width="32" height="32" /></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:51069 2019-06-05T07:54:00 Em parte incerta 2019-06-04T22:11:46Z 2019-06-04T22:11:46Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 583px; padding: 10px 10px;" title="78f2d382f32f70cd62108cd3de1d0c7a-783x450.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9d174f7d/21472359_PZ52z.jpeg" alt="78f2d382f32f70cd62108cd3de1d0c7a-783x450.jpg" width="583" height="335" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">No fim-de-semana passado, o <a href="https://leitor.expresso.pt/semanario/semanario2431/html/primeiro-caderno/em-destaque/estado-perdeu-170-obras-de-arte" rel="noopener">Expresso</a> noticiou que há 170 obras de arte, que pertenciam ao Estado, desaparecidas. A Direcção-Geral do Património Cultural tem conduzido um processo de inventário e classifica estas obras como estando em "localização desconhecida". Ou seja, em bom português, quer dizer que estão perdidas. A Sra Ministra da Cultura, <a href="https://www.tsf.pt/portugal/cultura/interior/nao-estao-desaparecidas-estao-por-localizar-ministra-da-cultura-sobre-obras-de-arte-do-estado-10974291.html" rel="noopener">Graça Fonseca</a>, diz que "as obras não estão perdidas, estão por localizar. Esta Ministra parece-me um claro erro de casting de António Costa. Já tem tido atitudes muito arrogantes como esta, aliás. Sra. Ministra  não é por usar um eufemismo que a realidade é diferente. Se o seu Ministério não sabe onde estão as obras é porque estão perdidas. Se nós não conseguimos localizar um objecto é porque o perdemos ou então não sabemos onde estão. Que é o que acontece com estas obras. Ao longo dos anos, foram sendo emprestadas sem qualquer tipo de controlo. Será que não haverá, por aí, casas ricamente decoradas graças a estas distracções do sector da cultura?</p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:50815 2019-06-04T07:47:00 Agustina Bessa-Luís, 1922-2019 2019-06-03T23:24:34Z 2019-06-04T20:18:00Z <p style="text-align: justify;">Ontem faleceu Agustina Bessa-Luís, um dos maiores vultos da literatura portuguesa. Curiosamente, nunca li nada dela. Sempre tive curiosidade pela figura de Agustina Bessa-Luís. A imagem que transparecia das imagens que nos chegavam pela comunicação social era a de uma pessoa sorridente e com um ar bem disposto. Um dia, ainda vou ler um livro dela.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 560px; padding: 10px 10px;" title="DR_Agustina_Bessa_Luis_02.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B501884d3/21471441_kvkKE.jpeg" alt="DR_Agustina_Bessa_Luis_02.jpg" width="560" height="373" /></p> <p style="text-align: justify;"><em><span style="text-align: justify; font-size: 14pt;">"Escrever é isto: comover para desconvocar a angústia e aligeirar o medo, que é sempre experimentado nos povos como uma infusão de laboratório, cada vez mais sofisticada. Eu penso que o escritor com maior sucesso é aquele que protege os homens do medo: por audácia, delírio, fantasia, piedade ou desfiguração."</span></em></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:50540 2019-05-21T22:22:00 Chico Buarque, Prémio Camões 2019 2019-05-21T21:23:16Z 2019-05-21T21:23:16Z <p style="text-align: justify;">Hoje foi anunciado que o Prémio Camões deste ano é atribuído ao músico e romancista <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Chico_Buarque" rel="noopener">Chico Buarque</a>.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 225px; padding: 10px 10px;" title="transferir.jpeg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbe181674/21459020_ddV1V.jpeg" alt="transferir.jpeg" width="225" height="225" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify; font-size: 14pt;">O Prémio Camões foi criado pelos Governos de Portugal e do Brasil em 1988 e pretende distinguir os autores que tenham contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa. Os autores são galardoados pelo conjunto da sua obra. O Prémio é atribuído alternadamente nos 2 países que o criaram. Os autores distinguidos podem brasileiros, portugueses ou de qualquer outro país de língua e expressão portuguesa.</span></p> <p style="text-align: justify;">Como é óbvio, às vezes o escolhido não é consensual gerando até controvérsia. Imagino que este ano não haja controvérsia uma vez que Chico Buarque é muito apreciado nos 2 lados do Atlântico. </p> <p style="text-align: justify;">Na minha modesta opinião, acho que o Prémio Camões foi bem atribuído já que Chico Buarque tem sido um brilhante agente de divulgação da nossa língua quer através dos brilhantes poemas que canta quer através dos seus romances ou das suas peças de teatro.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:49800 2019-05-10T13:37:00 Salvação, Ana Cristina Silva 2019-05-10T12:40:34Z 2019-05-10T12:40:34Z <p class="sapomedia images"><img style="float: left; width: 250px; padding: 10px 10px;" title="250x (3).jpeg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9a17becc/21408287_aB4OE.jpeg" alt="250x (3).jpeg" width="250" height="383" /></p> <p style="text-align: justify;">Já diz o povo "Santos da casa não fazem milagres" ou "Ninguém é profeta na sua própria terra". Esta escritora é minha conhecida. Já nos temos cruzado na cidade onde trabalho. Ana Cristina Silva já publicou várias obras tendo, inclusivé, ganho 2 prémios literários. Eu nunca tinha lido nada dela até agora. O tema central de "Salvação" é o luto, a maneira como um escritor, que perde a mulher, lida com o processo de luto. A mulher, no leito de morte, pede-lhe escreva um romance para lidar com a partida dela. Então o homem transfere a sua dor para um personagem que passa pela mesma perda. Assim há uma história dentro da história, muito bem encadeadas. A autora aborda, também, os extremismos religiosos fazendo um paraleslismo entre a actualidade e o tempo da Inquisição.</p> <p style="text-align: justify;">O processo do luto é diferente para todas as pessoas. E há vários tipos de luto seja  pela perda de alguém fisicamente, seja pelo fim de uma relação amorosa ou de amizade, seja porque nos perdemos a nós mesmos. O luto é necessário para conseguirmos seguir em frente, sem esquecer o passado mas vivendo o presente e não o que já não volta. A meu ver, é isso que Ana Cristina Silva consegue demonstrar com o seu romance. Afinal, seja qual for a dor há sempre "Salvação".</p> <p style="text-align: justify;"><em>"No preciso momento em que formulo estas perguntas, elas deixam de me importar, ainda que suspeite que poderão voltar a interessar-me. O sofrimento do luto é assim: um longo corredor que não é possível passar a correr. Esta foi a única coisa que aprendi nos últimos dois meses."</em></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:49557 2019-05-05T17:30:00 Dia da Língua Portuguesa 2019-05-05T16:38:23Z 2019-05-05T16:38:23Z <p style="text-align: justify;">Acabei de descobrir que a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa +/- <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_LOL.png" width="24" height="24" />) dedica o dia de hoje, 5 de Maio, à Língua Portuguesa. Como eu sou apaixonada pela nossa língua, embora também goste muito de outras línguas, achei que fazia todo o sentido destacar este dia neste blogue. Para o efeito vou aconselhar a leitura desta crónica,<a href="https://www.certaspalavras.net/a-lingua-portuguesa-de-a-a-z/?utm_source=BLOGUE+CERTAS+PALAVRAS&amp;utm_campaign=d840da16e8-EMAIL_CAMPAIGN_3_7_2018_COPY_197&amp;utm_medium=email&amp;utm_term=0_db0899fdaf-d840da16e8-151703949" rel="noopener"> "A Língua Portuguesa de A a Z"</a>, de Marco Neves. Já sigo o Marco Neves no seu espaço <a href="https://www.certaspalavras.net" rel="noopener">Certas Palavras</a> onde escreve brilhantes e divertidos textos sobre as particularidades da nossa Língua bem como de outras Línguas com as quais nos cruzamos.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:49332 2019-05-05T11:43:00 Próxima aquisição 2019-05-05T10:48:00Z 2019-05-05T10:48:00Z <p>Suspeito que este livro vá morar para as  minhas prateleiras</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 177px; padding: 10px 10px;" title="sophia.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pd117d39c/21443082_IEZtu.jpeg" alt="sophia.jpg" width="177" height="260" /></p> <p>A primeira biografia de uma das nossas maiores poetas, cujo centenário de nascimento se comemora este ano, será publicada no dia 7 de Maio.</p> <p>Este domingo o Observador traz-nos uma <a href="https://observador.pt/especiais/a-mae-desatenta-a-preocupacao-doentia-com-as-doencas-e-o-divorcio-de-francisco-pre-publicacao-da-primeira-biografia-de-sophia/" rel="noopener">pré-publicação</a>. Vale a pena ler.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:49127 2019-04-15T00:00:00 Fernando Namora, 100 anos 2019-04-15T23:13:05Z 2019-04-15T23:13:05Z <p style="text-align: justify;">Esta 2a feira, dia 15 de Abril, comemorou-se o centenário do nascimento de Fernando Namora, um médico e escritor português. Embora já não seja muito conhecido pelas gerações mais novas, teve muito êxito sendo o autor português mais traduzido do mundo, antes de José Saramago.</p> <p style="text-align: justify;">O seu género literário estendeu-se a várias áreas como o romance, a poesia, as crónicas e as narrativas. Uma das suas obras mais conhecida é "Retalhos da vida de um médico" onde o autor relata o que lhe ia acontecendo enquanto médico da província. Esses "retalhos" deram origem a uma série televisiva nos anos 80.</p> <p style="text-align: justify;">Durante a homenagem que lhe foi prestada na Casa-Museu Fernando Namora, o Presidente da República anunciou que o escritor será condecorado a título póstumo com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 200px; padding: 10px 10px;" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/93/Retrato_Fernando_Namora.jpg/200px-Retrato_Fernando_Namora.jpg" width="200" height="248" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:happy-stiletto:48733 2019-04-02T14:16:00 Dia Internacional do Livro Infantil 2019-04-02T13:17:29Z 2019-04-02T13:17:29Z <p class="sapomedia images"><img style="width: 210px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="Anita-na-Montanha.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P2b17d384/21406543_JUMKZ.jpeg" alt="Anita-na-Montanha.jpg" width="210" height="260" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify; font-size: 14pt;">Hoje assinala-se o Dia Internacional do Livro Infantil porque Hans Christian Andersen, esse maravilhoso escritor das mais belas histórias para a infância, nasceu a 2 de Abril.</span></p> <p style="text-align: justify;">Sempre gostei de livros mesmo quando ainda não sabia ler. Os livros infantis abriram-me portas para o mundo encantado da leitura. Sou eternamente grata aos autores e ilustradores que me aguçaram o gosto pela leitura que perdura até hoje.</p> <p style="text-align: justify;">Boas leituras.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 192px; padding: 10px 10px;" title="250x (1).jpeg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P7a17252b/21406556_Pb472.jpeg" alt="250x (1).jpeg" width="192" height="260" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"> </p>