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Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

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27
Set16

"História do Novo Nome", Elena Ferrante

Charneca em flor

1507-1.jpg

Como dizia aqui assim que cheguei à última página de "A amiga genial" fiquei cheia de saudades das brilhantes personagens de Elena Ferrante. Não descansei enquanto não comprei os outros volumes da série. Resisti a lê-los compulsivamente porque aquilo que Elena Ferrante escreve deve ser saboreado com calma. Quando fiz a minha viagem à Escandinávia até deixei Lila e Lenú por cá por isso só agora é que acabei este segundo volume. Ler Elena Ferrante é desligar-me de tudo. Debruço-me sobre esta história e caio lá para dentro. Transporto-me para Nápoles, para a Amalfi, para Ischia (uma ilha onde os napolitanos costumam passar férias) e para Pisa e não ouço nada do que se passa à minha volta. Agora Ferrante aborda a fase da adolescência destas 2 amigas. A vida de ambas evolui de maneira muito diferente. Enquanto Lila permanece ligada ao bairro, Lenú vai-se afastando conforme vai avançando nos estudos. Os acontecimentos da vida de ambas acabam por afastá-las de modo quase irreversível mas os laços que as unem nunca se chegam a desfazer por completo. 

Este volume começa onde acaba o anterior, numa festa de casamento. A maneira desastrosa como acaba esta festa condiciona a relação entre os recém-casados. E daí se parte para uma viagem vertiginosa pelas sentimentos de todas as personagens.

 

"Na primavera de 1966, Lila, num estado de grande agitação, confiou-me uma caixa de metal que continha oito cadernos. Disse que não podia continuar a tê-los em casa, receava que o marido os lesse. Levei a caixa comigo sem fazer comentários , à parte algumas piadas irónicas à grande quantidade de cordel que lhe amarrara em volta. Naquela fase as nossas relações eram péssimas, mas parecia que só eu as considerava como tal. Ela, as poucas vezes que nos víamos, não manifestava qualquer embaraço, era afectuosa, nunca deixou escapar uma palavra hostil.

Qaundo me pediu que jurasse que nunca abriria a caixa por motivo nenhum, jurei. Mas assim que entrei no comboio desatei o cordel, tirei os cadernos para fora, comecei a ler. "

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