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Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

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05
Jun19

Em parte incerta

Charneca em flor

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No fim-de-semana passado, o Expresso noticiou que há 170 obras de arte, que pertenciam ao Estado, desaparecidas. A Direcção-Geral do Património Cultural tem conduzido um processo de inventário e classifica estas obras como estando em "localização desconhecida". Ou seja, em bom português, quer dizer que estão perdidas. A Sra Ministra da Cultura, Graça Fonseca, diz que "as obras não estão perdidas, estão por localizar. Esta Ministra parece-me um claro erro de casting de António Costa. Já tem tido atitudes muito arrogantes como esta, aliás. Sra. Ministra  não é por usar um eufemismo que a realidade é diferente. Se o seu Ministério não sabe onde estão as obras é porque estão perdidas. Se nós não conseguimos localizar um objecto é porque o perdemos ou então não sabemos onde estão. Que é o que acontece com estas obras. Ao longo dos anos, foram sendo emprestadas sem qualquer tipo de controlo. Será que não haverá, por aí, casas ricamente decoradas graças a estas distracções do sector da cultura?

 

02
Abr15

Manoel de Oliveira 1908-2015

Charneca em flor

Manoel de Oliveira morreu esta madrugada com 106 anos e trabalhou quase até ao último dia. A sua última obra foi uma curta-metragem "O Velho do Restelo" que estreou a 11 de Dexembro. Não tenho acompanhado a filmografia de Manoel de Oliveira. Pelo que me lembro, Aniki Bóbó foi o único filme que vi no tempo em que só havia 2 canais de televisão e a preto e branco. Aniki Bóbó data de 1942 e ilustra as aventuras e os amores de rapazes de baixa condição social da cidade do Porto. É uma invocação da infância pelo o olho da câmara, que recua à década de quarenta  no auge do regime fascista de Oliveira Salazar. Por outras palavras, Aniki Bóbó realça «a paixão de um tímido rapaz por uma rapariga da sua escola, paixão que o fará ultrapassar os limites ensinados pelo mundo adulto (ao roubar uma boneca e viver com a culpa do seu gesto)». Nesta história também se desenvolve um triângulo amoroso entre a Teresinha, o Carlitos e o Eduardo.

Mesmo só tendo visto 1 filme deste realizador consigo valorizar o facto de ele ter sido o mais velho realizador activo do mundo. É uma perda de relevo para o país mas pode-se dizer que Manoel de Oliveira viveu uma vida longa e plena. 

 

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