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Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

A Pequena Farmácia Literária, Elena Molini

Charneca em flor, 28.08.21

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  • Este livro estava guardado, há uns meses, para ser lido neste mês de Agosto. O tema mensal do clube de leitura a que aderi #umadúziadelivros era "um livro veranil". Esta capa chamou-me a atenção na primeira vez que entrei na livraria que abriu, este ano, na rua onde trabalho. Achei que se adequava ao tema pelo que li na sinopse e por se passar em Itália, um dos meus países preferidos que rima com "férias" pelo menos para mim .

Realmente este livro cumpriu o seu objectivo, leve, divertido, adequado para ler na praia ou à beira da piscina entre um mergulho ou outro. Partindo de um facto verídico, a existência de uma farmácia literária propriedade da autora, é construída uma história engraçada, romântica e com muitos livros à mistura. Também chama a atenção para as dificuldades que enfrentam aqueles que ousam abrir uma livraria independente dos grandes grupos económicos e editoriais. 

O conceito de biblioterapia, ou seja, utilizar os livros como instrumento de prevenção ou cura em processos de doença psicológica ou alterações emocionais já existe há muitos anos aparecendo, pela primeira vez, num dicionário médico em 1941. A título preventivo pode ser aplicado por livreiros, como é o caso de Elena Molini, ou bibliotecários. Como tratamento é utilizado por alguns psicólogos.

Fiquei muito curiosa com o conceito ainda mais devido à minha profissão. Um dia destes, vou tentar convencer a proprietária da farmácia onde trabalho a organizarmos lá uma secção de biblioterapia .

Voltando ao livro, adequou-se ao tema mas não posso dizer que é um grande livro mas lê-se muito bem e distrai. E, às vezes, é só isso que é preciso.

"Sucede na vida sentirmo-nos perdidos, acabados. Sentirmos que nos estilhaçámos em mil pedaços, olharmos à volta sem saber por onde começar apanhá-los. Tentamos reconstruir o que se partiu para que tanto quanto possível volte a assemelhar-se a como era antes. Mas já não conseguimos juntar de novo esses pedaços. Não há maneira de encaixarem. E não encaixam porque na realidade não são os nossos.

Esses pedaços são todos os sábios conselhos que fomos seguindo ao longo dos anos, que pareciam tão sensatos, e que no entanto nos levavam para longe do nosso verdadeiro Eu. São todas essas decisões que tomámos por 《sim, vá, é melhor assim》, e contudo não era melhor assim, era só mais confortável."