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Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

Livros de Cabeceira e outras histórias

Todas as formas de cultura são fontes de felicidade!

Por Ladrar Noutra Coisa, Zaya e Guilherme Duarte

Charneca em flor, 25.12.20

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"Por Ladrar Noutra Coisa" é o diário da cadela Zaya escrita em parceria com o seu dono, o humorista Guilherme Duarte. Não deixa de ser um relato divertido do dia-a-dia visto pelos olhos da sorridente Zaya mas também nos faz pensar em como há humanos que não merecem o amor incondicional que os cães lhe devotam. Revisitamos aquilo que Zaya viveu na sua vida passada, antes de entrar na vida de Guilherme Duarte e da namorada, e acompanhamos a felicidade que ela conheceu quando saiu do canil.

Este livro pretende, em primeiro lugar, divertir mas também emociona e faz pensar. A Zaya mostra-nos como os humanos podem ser complicados e como a vida ser muito mais fácil se não nos levássemos tão a sério.

Já sigo o Guilherme Duarte há muito tempo. Preparem-se para o seu sarcasmo e a sua ironia apurada. E também algumas asneiras .

Aconselho vivamente este diário, especialmente se quisermos passar umas horas repletas de gargalhadas. Bem que precisamos.

"25 de Dezembro Quarta-feira 

Este diário foi uma prenda dos humanos mal cheguei cá a casa. Não quero parecer pobre e mal-agradecida, mas foi um bocado desilusão quando abri o presente. Quando o vi, pensei que fosse uma dessas coisas de que eu gosto e que eles me têm dado: biscoitos diversos, comida duas vezes por dia, brinquedos variados, uma cama... Ainda pensei que fosse uma bola, que eu ADORO, mas pareceu-me logo estranho o formato do embrulho - dificilmente seria uma bola, que as bolas são redondas e eu não sou burra, mas nunca perdi a esperança até o abrir, e só aí é que percebi que era um livro. Pior, um livro com páginas em branco! Os humanos disseram que era um diário para eu escrever. Não percebo a necessidade humana de registarem as coisas que fazem no dia a dia. Escrevem o que fizeram como se tivessem uma vida muito interessante, tiram fotografias por tudo e por nada que nunca mais vão voltar a ver, em vez de aproveitarem o momento."

Passa Palavra #almofada

Charneca em flor, 25.10.20

Taras e Manias

Olho o relógio com ansiedade. Ainda falta tanto para o dia de trabalho terminar. Enquanto executo tarefas rotineiras, sonho com o momento em que me vou sentar no sofá e recostar nas minhas almofadas mais fofas.
Sempre gostei de almofadas. Quando ainda vivia na casa dos meus pais, tentei convencer a minha mãe de que precisava de um monte delas na minha cama para conseguir dormir. Só que ela não era grande apreciadora. Acedeu a que a minha cama tivesse 4 almofadas. Embora não fosse o suficiente para eu me atirar para cima delas como se me atirasse para uma nuvem de algodão doce, já era melhor que nada.
Quando eu comecei a conceber a decoração da minha casa, as almofadas foram das primeiras aquisições. Seja no sofá, na cama ou nas costas das cadeiras, há almofadas por todo o lado. Até existe um almofadão para me deitar na varanda. Sou completamente viciada. São grandes, pequenas, de várias cores e feitios, lisas ou com padrões. Se estiver em boa companhia, são os instrumentos ideais para uma boa luta. Se estou sozinha, posso agarrar-me a elas para descansar melhor. Quando estou feliz, servem para me encostar enquanto sonho com acontecimentos futuros ainda mais felizes. Em momentos de tristeza, são o amparo para as minhas lágrimas. Nas indecisões, a almofada em que deito a cabeça para dormir é a melhor conselheira. Eu sei que isto é um lugar comum mas é a verdade mais verdadeira. Deito-me sem saber o que fazer e ao acordar já tenho a decisão tomada.
A minha família e os meus amigos nem sempre compreendem esta minha mania. A minha mãe acha que estes objectos só servem para acumular pó. Os meus amigos queixam-se de que têm pouco espaço para se sentarem. Desconfio que eles acham que eu não sou muito boa da cabeça por causa desta mania. Afinal, cada um tem as suas pancadas. A minha tara são as almofadas. Isto não prejudicam ninguém, até é uma tara bem fofinha e confortável. Só é pena não ter uma almofada financeira maior. Dava-me mesmo jeito… para comprar mais almofadas.

 

Com algum atraso, aqui fica o meu contributo para o #passa-palavra da Mel e da Mula.

A verdadeira influência de Madonna

Charneca em flor, 11.06.19

Por aquilo que me apercebi, o novo disco da Madonna ainda não está disponível por completo nas plataformas de streaming. Também não sei se já está à venda. Confesso que tenho alguma curiosidade já que a artista diz que as experiências que viveu em Lisboa e em Portugal a inspiraram neste novo trabalho. Já ouvi as 3 músicas que foram divulgadas e, sinceramente, não dei por nenhuma inspiração lusa ou mesmo lusófona. Até aceito que o defeito seja meu tendo em conta que não sou grande entendida. No entanto, ontem, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, fez-se luz na minha cabeça 

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Madonna faz uma homenagem ao nosso maior poeta. Entra pelos olhos dentro